A Santo André do axé

0
119

Os barulhos se resumem ao das ondas quebrando no límpido e
sossegado mar do Litoral Sul baiano, dos pássaros ou, no máximo, o
do motor da jangada que faz a travessia sobre o Rio João de Tiba.
A temperatura quente (picos de 30ºC) tem porquê coligado o vento,
que vez ou outra encontra alguém na rua, por fim existem pouco
mais de 800 moradores por ali.

Uma vez que um lugar tão só assim ficou famoso? Culpa da seleção
germânica. É que os algozes do Brasil e tetracampeões na Despensa
do Mundo de 2014 ficaram abrigados na Vila de Santo André. O
lugar pertence ao município histórico de Santa Cruz Cabrália,
vizinha a Porto Seguro, na Bahia, e que em zero se assemelha à
homônima do Grande ABC, com seus mais de 710 milénio habitantes.

Distante 29 quilômetros de Porto Seguro, Santo André está em
área de proteção ambiental e, assim sendo, é cercada por
belezas naturais preservadas, contando com grande multiplicidade
de espécies de fauna e flora – restinga, várzea, mata ciliar,
brejos, manguezais e recifes. Desde a chegada ao vilarejo, em
travessia de jangada, os ingredientes de uma estadia tranquila e
pacata estão presentes por todos os lados.

Entre as opções de passeio, estão tours de jipe pelas praias e
piscinas naturais, trilhas que levam à aldeias indígenas e
mergulhos para ver corais porquê o de Araripe e Diadema Subida. Além
do sossego e apesar de ter exclusivamente uma rua principal –
programe-se para levar numerário vivo, pois não existem agências
bancárias – come-se muito muito na vila. Restaurantes de todos os
tipos oferecem variado cardápio com peixes, frutos do mar e –
porquê não poderia ser dissemelhante – farta comida baiana.

HOSPEDAGEM
Uma das heranças que os alemães deixaram para a vila tem nome:
o Campo Bahia. Até 2013, tratava-se exclusivamente de um projeto
imobiliário. Em seis meses, com investimento de R$ 35 milhões,
se transformou e colocou definitivamente a Vila de Santo André
no planta.

Mal a delegação europeia foi embora, o lugar se
transformou num resort, que conta com 14 vilas – 61 suítes no
totalidade – com todo luxo e conforto. Hoje tem diárias que variam
entre R$ 880 a R$ 5.880 (preços referentes a sites de
reservas). Uma criança de até 2 anos que compartilhe a suíte
dos pais não paga.

Simples, há ainda em Santo André outras opções de resorts, hotéis
e pousadas, com preços muito mais acessíveis (principalmente se o
viajante permanecer em Porto Seguro, com ofertas a partir de R$ 63).

Da vida agitada para a verdadeira sossego
Da rotina agitada de notória jornalista, dona de vasto
currículo e experiência internacional, ao sossego da Vila de
Santo André, Léa Pentado – “de muito mais que 60 anos”, porquê ela
mesma diz – transformou sua vida em 2004, quando mudou-se para
o região de Santa Cruz Cabrália por uma história de paixão: foi
ao encontro do irmão e melhor companheiro, que lá morava, mas morreu.
Isso depois de viver em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de
Janeiro, Lisboa e Novidade York. “Ganhei muita qualidade de vida e
aprendi a ser melhor.”

“Cheguei para um semestre sabático e vender uma vivenda. A vila me
abraçou e por coincidência do universo fui convidada a ser
consultora do evento de inauguração e relacionamento com
comunidades em dez cidades no entorno de uma enorme fábrica de
celulose, a segunda maior do mundo, que se instalava distante
60 quilômetros daqui. Assim fiquei para pouco mais de um ano e
com o recurso que recebi com o evento, comprei a vivenda”, afirma
ela, que administra o www.santoandre-bahia.com com informações,
notícias e curiosidades sobre a vila. Além disso, nas horas
vagas se dedica à leitura, costura, bordado, mosaicos, crochê e
tricô. “Hoje meu foco é colaborar com um bom turismo e ações
sociais.”

Léa acompanhou de perto a ida dos alemães para Santo André e
não tem dúvidas quanto ao que a estadia dos campeões do mundo
trouxe ao vilarejo. “O legado foi a divulgação do sorte
turístico”, conta a jornalista. A DFB (Federação Alemã de
Futebol), inclusive, segue com atuação no lugar. “As ONG’s Iasa
e Núcleo de Convivência e Cultura estão engajadas em projeto de
arte e cultura mantido pela DFB”, encerra.

GUIA DE VIAGEM
COMO IR
– Terrestre: pela BR 101 até Eunápolis e, de lá, à Santa Cruz
Cabrália; Aéreo: Qualquer voo para Porto Seguro. De Porto
Seguro até a Jangada de Santa Cruz Cabrália (24 quilômetros).
Travessia de jangada até Santo André (dez minutos).
– Horário das balsas: das 6h às 19h (a cada meia hora nos
sentido Santa Cruz Cabrália / Santo André / Santa Cruz
Cabrália); Das 19h30 às 0h30 ( de hora em hora sentido Santa
Cruz Cabrália/Santo André).

O QUE FAZER
– Passeio de navio pelo recifes;
– Pesca oceânica;
– Passeio de jipe pelas praias;
– Travessia de navio pelo Rio João de Tiba para ver os
manguezais.

A Santo André do axé
Avalie esta notícia