A sobrevivência que depende de liminar

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Qual o custo-benefício de uma vida? A pergunta foi feita neste
editorial quando da decisão da Prefeitura de Ribeirão Pires em
fechar a sala de enfermagem no Terminal Rodoviário da cidade,
em maio deste ano.
 

Agora, essa indagação se mostra ainda mais contundente. A
Estância Turística de Ribeirão Pires novamente na berlinda no
setor da Saúde. Uma jovem, lutando para sobreviver enquanto a
Administração Municipal morosa, não cumpre com a sua obrigação
e desrespeita a Lei.
 

Diagnosticada com Hepatocarcinoma (câncer de fírebanho) em 25 de
março de 2015, quando tinha somente 13 anos de idade, Yohana
Pereira Santos já foi submetida a diversos tipos de tratamento,
que não surtiram efeito. Com a metástase, um transplante
tornou-se inviável e a rapariga retornou ao tratamento com
medicamentos quimioterápicos, porém, o cumeeira dispêndio da medicação
inviabilizou qualquer melhora, aí entra a obrigação da
Prefeitura Municipal.
 

Para que a jovem continue viva, necessita de doses diárias de
Sorofenib. Uma caixa com 60 comprimidos custa por volta de R$ 6
milénio, e para prometer a melhora da filha, a família, em abril
deste ano, ingressou na Justiça e conseguiu uma liminar
obrigando a Prefeitura a conceder a medicação, sob multa diária
por detença no valor de R$ 300,00.
 

Apesar de todos os esforços e com decisão liminar em mãos, o
remédio nunca foi entregue, agravando a saúde da rapariga.
 

É preciso se fazer satisfazer a Lei, seja por esforço da
Administração Municipal ou através da “mão possante” do sistema
judiciário, o que não dá para fazer é esperar, já que tempo, é
o que menos a paciente tem. 
 

E assim segue a Estância…

A sobrevivência que depende de liminar
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