Acidente que matou os Mamonas Assassinas completa 21 anos

O produtor do último show do grupo, que aconteceu em Brasília, conta como foi a derradeira apresentação dos Mamonas Assassinas

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Há 21 anos, um dos maiores ícones musicais nos anos 1990 teve a curso interrompida de maneira drástica. A margem Mamonas Assassinas encontrou o trágico termo em seguida a queda da avião Learjet, na Serra da Cantareira, em São Paulo. Toda a tripulação morreu no impacto.

O último show da curta existência do grupo formado por Dinho, Bento Hiroto, Júlio Rasec, Samuel e Sérgio Reoli foi em Brasília, em 2 de março de 1996. A apresentação reuniu 4,5 milénio pessoas no Estádio Mané Garrincha, fez Dinho tirar a camisa e descer do palco para o meio da plateia.
O responsável por trazer o fenômeno a Brasília foi Valdemar Cunha, possuidor da Artway, produtora que organizou o último show dos artistas. Em uma combinação de saudosidade e tristeza, ele relembra aquele 2 de março de 1996, o dia da última apresentação da breve e meteórica curso dos meninos de Guarulhos. “Eles vieram do sul para fazer o show em Brasília. Por desculpa da agenda lotada, tínhamos marcado há muito tempo com o grupo. A princípio, o show seria no Ginásio Nilson Nelson, mas decidimos que o estádio Mane Garrincha seria mais adequado para a quantidade de pessoas”, revela.

 

Naquele dia eles chegaram a Brasília de manhã, passaram o som e tudo correu uma vez que o esperado. “Estavam sempre alegres e brincando nos bastidores, eram daquele jeito que a gente vê no vídeo, a alegria era contagiante”, relembra Valdemar. Mas alegria vivida pelos admiradores brasilienses durante uma hora e meia se transformou numa imensa tristeza o termo da noite, em seguida o sinistro ocorrido com o Lear Jet que conduzia a margem, ao desabar na Serra da Mantiqueira, na volta a São Paulo.

 

 

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