Águas de dezembro abrindo o verão

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Estamos acostumados a ouvir todo ano a música Águas de Março, do inesquecível Tom Jobim, quando acaba o período de chuvas e começa o outono. Nessa época, olhamos para trás e lembramos alguns transtornos que temporais e ventanias trouxeram para a população paulista. No último verão, o Estado de São Paulo sofreu com constantes interrupções no fornecimento de energia devido à queda de árvores na rede elétrica. Os transtornos foram de toda ordem para consumidores residenciais e corporativos. Em alguns casos, a demora do tempo, além do aceitável, para o restabelecimento do fornecimento da energia causaram a perda de alimentos, produtos, vendas, aulas, entre outros.

Águas de dezembro abrindo o verão
Águas de dezembro abrindo o verão

Naquele momento, exigimos resposta objetiva e contundente das empresas concessionárias de energia elétrica do Estado. A Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) realizou diversas auditorias e tivemos alguns compromissos por parte das concessionárias. No dia 8 de setembro, outro vendaval destelhou casas, derrubou árvores e causou estragos nas regiões de Marília, Bauru, Campinas, Sorocaba, Jundiaí, Ourinhos, Franca, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Araraquara, Araçatuba, São José dos Campos, em todo o Grande ABC e na região metropolitana de São Paulo.

Estamos começando outro período chuvoso, que deve ser celebrado devido à escassez hídrica dos últimos anos no Sudeste do País. Mas é preciso estar preparado para enfrentar com rapidez os problemas que são inerentes. Além dos cuidados com a arborização, é preciso que as concessionárias incorporem à rede de distribuição sistemas automatizados de religamento de energia, melhorem e aumente mas equipes de monitoramento e de campo e, principalmente, disponham de sistemas inteligentes, que identifiquem o tipo de cliente e sua urgência no restabelecimento da energia, como é o caso de hospitais, asilos, escolas, grandes centros comerciais, entre outros.

Águas de dezembro abrindo o verão
Águas de dezembro abrindo o verão

É preciso também que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), responsável por toda regulação do sistema elétrico brasileiro, revise os critérios e normas que balizam a atuação das concessionárias de distribuição de energia, contemplando regramentos diferenciados para pequenas e grandes cidades, adequados às peculiaridades de cada uma. Enquanto o aterramento das redes de distribuição ainda é solução distante, devido ao alto custo, só resta aos responsáveis empreender ações desta natureza para, a curto prazo, minimizar os impactos que as interrupções causam na vida das pessoas.

Amanhã começa o verão. Vamos lutar para que essas ações não sejam apenas ‘promessas de vida no teu coração’.

João Carlos de Souza Meirelles é engenheiro e secretário de Energia e Mineração no Estado de São Paulo.

Palavra do leitor

Boas-Festas

O Diário recebeu e retribui votos de Boas-Festas a Renault do Brasil; Equipe Virou Noticia; Renata Portugal; EPR Comunicação Corporativa; Fernanda Mendes; Dakar Inovação e Empreendedorismo; Klever Kolberg; Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica); José Carlos Oliveira; Jean Carlo; Carla Franco; Cassia Baraldi; Roberto Carlos Lacerda; Márcia Magurno; Jaqueline Campos; Daiane Vinicyus Lacerda; Carlos Roberto Lacerda; Profashional Editora; Equipe MicroPower; Instituto Learning & Performance; Uniellas Marcas e Patentes; Atento; Patrícia Andrade; Natália Palmieri; Berlitz Brasil; Stab; Aparecida Dileide Gaziolla.

Águas de dezembro abrindo o verão
Águas de dezembro abrindo o verão

A pior 

Definitivamente, a AES Eletropaulo é a pior prestadora de serviços que existe. No fim de semana compreendido entre os dias 11 e 13, a energia acabou seis vezes e, destas, uma vez demorou sete horas para retornar e outra, cinco horas e 40 minutos. Telefona-se para o número que disponibilizam e ninguém atende. E isso já vem acontecendo há quase quatro anos e nenhuma providência é tomada. De tempos em tempos, nos notificam de corte de energia para manutenção, ficamos horas sem força e nada muda. Pelo valor absurdo que pagamos e visto que o mesmo problema persiste desde fevereiro de 2012, mereceríamos no mínimo, um serviço decente. Afinal, se é cobrado valor de primeiro mundo, exigimos dignidade. Ou será que a AES Eletropaulo está no mesmo caminho que a Petrobras?

William Borges

Santo André

Não peçam!

Concordo plenamente com a manifestação da leitora Siomara Ferres Hortolan (Os sem-gorjeta, dia 15), que se mostrou indignada quanto à atitude dos responsáveis pela limpeza pública que não recolheram o lixo de sua residência. As prefeituras deveriam ter a consciência de que o País está passando por momento de tensão e que todos deveriam ter o mínimo de bom-senso quanto à crise instaurada pela senhora Dilma Rousseff. Isso de ficar pedindo caixinha de Natal e Páscoa deveria ser proibido enquanto o Brasil se encontra nesse ‘buraco’. E, depois, ninguém tem obrigação nenhuma de dar dinheiro para profissionais que são pagos com nossos tributos para executar o serviço. Além da reflexão das autoridades municipais, os trabalhadores deveriam ter o mínimo de vergonha na cara e parar de fingir que o País está às mil maravilhas. O mesmo vale para os pais que não colocam rédeas nos filhos que ficam pedindo dinheiro no primeiro dia do ano.

Carlos Alberto Oliveira

Santo André

Limpeza

É erro crasso acreditar em ‘calendário eleitoral’ ou qualquer outra solução ‘institucional’ para o projeto totalitário da esquerda para o Brasil. Ela aparelhou as instituições, não completamente, é verdade, mas talvez o suficiente para evitar a limpeza necessária e a reconstrução do País. Se o Brasil ainda não virou completamente uma Venezuela, não é porque o PT não quis, mas porque não conseguiu colocar em prática o plano em toda a sua extensão. Ele fará de tudo para permanecer no poder, mesmo que isso represente a destruição completa do País. Por tudo isso é que ganha importância o impeachment, a cassação de chapa ou qualquer outra iniciativa que tire o quanto antes esse pessoal do poder. PT, Psol e PCdoB precisam ter os seus registros cassados, assim como todos os partidos aliados e outras figuras que participaram do maior caso de corrupção da história, artífices também de projeto de poder totalitário. Os seus aparelhos precisam ser desmontados.

Luizinho Fernandes

São Bernardo

Bagunça 

Para abrigar trabalhadores do Projeto Drenar, em São Bernardo, há alojamento da empresa Encalso na Rua Rei Vitório Emanuel, na Vila Mussolini, que tem deixado os vizinhos de ‘cabelo em pé’. Há tanta gritaria, palavrões e bebedeira que estamos cansados e horrorizados. Além de todo transtorno na cidade causado por esse projeto, ainda somos desrespeitados em nossos direitos. Senhor prefeito Luiz Marinho, tira isso do bairro!

José Souza

São Bernardo

No devido lugar 

Até que enfim Dilma colocou no devido lugar aquele que na verdade sempre foi o ministro da Fazenda. Nelson Barbosa mente quando diz aos jornalistas que seguirá as normas já estabelecidas por Levy. A presidente sempre acatou as tendências econômicas de Barbosa, colocando o ministro defenestrado em situações vexaminosas diante do mercado e do público pagante. A tal ‘nova matriz econômica’ nunca saiu da cabeça de Dilma e de seu ex-ministro do Planejamento Nelson Barbosa. Portanto, dificilmente o mercado irá cair nessa esparrela e muito menos que a culpa dos descalabros nas contas do governo é do Congresso.

Leila E. Leitão

Capital

 

Consórcio

Li com tristeza neste Diário sobre a festa de aniversário de 25 anos do Consórcio Intermunicipal (Política, dia 18). Não há nada para comemorar. Criado essencialmente para trabalhar o lixo regional, desde a sua produção até a destinação final, não teve realizações no setor. Tudo continua nas mãos da iniciativa privada sem sequer uma diretriz de interesse público regional. A máxima sempre citada por Celso Daniel, de pensar temas importantes regionalmente, e agir localmente, ali não prosperou. É preciso que se desperte os administradores públicos. Nos tempos atuais, a nossa economia não tem espaço para se direcionar anualmente R$ 69 milhões de impostos para o Consórcio – orçamento equivalente ao de Rio Grande da Serra, com menos de 50 mil habitantes. A sua extinção é a melhor medida, ainda que tardia.

Evaristo de Carvalho Neto

Santo André

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