Aumenta Nível de Alerta para Sarampo – Ministério da Saúde: Até a semana passada, haviam sido confirmados no País 646 casos de sarampo, em 8 Estados. Comitê vai fazer acompanhamento diário da evolução da epidemia

Aumenta Nível de Alerta para Sarampo – Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde deu o alertar na última Segunda-Feira, 05/08/2019, o primeiro passo para a decretação de emergência em saúde pública por sarampo. Diante do avanço de registros em São Paulo e da notificação de casos em outros 07 Estados do País, o Ministério da Saúde colocou nesta segunda em operação o Comitê Operativo de Emergência em Saúde (COE).

Especialistas do Setor Médico de Infectologista, Dizem claramente que as pessoas deve tomar as vacinas e vacinar seus filhos.

Aumenta Nível de Alerta para Sarampo - Ministério da Saúde
Aumenta Nível de Alerta para Sarampo – Ministério da Saúde

O grupo, com representantes de vigilância, vacinação, atendimento hospitalar, atenção básica e assistência farmacêutica, é encarregado de fazer um acompanhamento diário da evolução da epidemia. Antes dessa medida, o monitoramento da pasta era semanal.

Adulto Deve Tomar a Vacina do Sarampo?

A vacinação contra o sarampo, uma infecção altamente contagiosa, está disponível na rede pública até os 49 anos. Mas quem precisa tomar as doses?

Os surtos do sarampo em algumas cidades brasileiras levantam a dúvida:

Afinal, os adultos também devem tomar a vacina?

Bem, teoricamente qualquer indivíduo que foi vacinado a partir do primeiro ano de vida no esquema de duas doses com intervalo mínimo de 30 (trinta) dias entre elas não precisa de uma nova injeção.

Assista diretamente no Youtube  se preferir Vacina do Sarampo

Só que nem todo mundo foi imunizado assim no passado.

“A vacina contra o sarampo está disponível desde a década de 1970 na rede pública, mas era aplicada aos 9 meses de idade. E, hoje, essa dose não entra na conta por ser menos efetiva”, comenta o médico Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim).

Ou seja, com exceção de quem possui comprovação de que se protegeu adequadamente, o indicado é voltar ao posto de saúde para um reforço da dose.

“Como boa parte das pessoas não possui mais a carteirinha de vacinação, o ideal seria vacinar novamente”, aponta o médico.

Sarampo Nova York

Outro ponto importante: os brasileiros que já foram infectados com o vírus do sarampo não precisam tomar a vacina, porque a imunidade decorrente da invasão persiste para o resto da vida. A questão é que essa doença pode ser confundida com outras em virtude de sintomas similares.

Até a Semana Passada

Até a semana passada, haviam sido confirmados no País 646 casos de sarampo, em 8 Estados. A maior preocupação está em São Paulo, que concentra registros. Mas há também a constatação de que infecções se espalham por regiões turísticas, como Paraty, no Rio, que já confirmou dez casos, e a cidade baiana de Porto Seguro, que notificou um caso suspeito. Não está tudo bem mas vai ficar.

O jorna O Estado de S. Paulo apurou que, com o COE, aumenta o alerta e se reduz a distância para que o País decrete estado de emergência. A instalação do grupo ocorre quatro meses depois de o Brasil perder o certificado de país livre do sarampo, dado em 2016.

Dois fatores exerceram grande influência: o fato de o sarampo ser altamente contagioso e os níveis de cobertura vacinal se reduzirem. Os números da epidemia mostram que a maior parte dos casos confirmados está na população entre 1 e 5 anos e também entre jovens, que, se vacinados, estariam protegidos contra a doença.

Secretário de Vigilância do Ministério da Saúde

Ao Estado, o secretário de Vigilância do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, descartou a possibilidade da decretação imediata de emergência em saúde pública.

“A avaliação de risco é feita diariamente, mas desde janeiro temos intensificado as ações contra o sarampo”, disse.

Rejane Calixto, coordenadora em Saúde de São Paulo, também afirmou não haver uma decisão tomada. Ela veio a Brasília para uma reunião com o Ministério da Saúde.

Kleber de Oliveira afirmou que um dos pontos desfavoráveis para a decretação de emergência seria a corrida aos postos.

“Isso poderia drenar a capacidade de trabalho e de recursos, com o desperdício de imunizantes.” A decretação de emergência em saúde pública obedece a uma série de quesitos, como o risco de disseminação nacional, a gravidade elevada da doença, a reintrodução de doença erradicada e agentes infecciosos inesperados.

Sintomas do Sarampo

Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal e mal estar intenso. Após estes sintomas, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias.

São comuns lesões muito dolorosas na boca. A doença pode ser grave, com acometimento do sistema nervoso central e pode complicar com infecções secundárias como pneumonia, podendo levar à morte. As complicações atingem mais gravemente os desnutridos, os recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.

Transmissão do Sarampo

A transmissão ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração, por isso a facilidade de contágio da doença. Além de secreções respiratórias ou da boca, também é possível se contaminar através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas.

A doença é transmitida na fase em que a pessoa apresenta:

  • febre alta,
  • mal-estar,
  • coriza,
  • irritação ocular,
  • tosse e
  • falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas.

Prevenção do Sarampo

A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação. Apenas os lactentes cujas mães já tiveram sarampo ou foram vacinadas possuem, temporariamente, anticorpos transmitidos pela placenta, que conferem imunidade geralmente ao longo do primeiro ano de vida (o que pode interferir na resposta à vacinação).

Com o reforço das estratégias de vacinação, vigilância e demais medidas de controle que vêm sendo implementadas em todo o continente americano desde o final dos anos 90, o Brasil e os demais países das Américas vêm conseguindo manter suas populações livres da doença.

Atualmente, há o registro de casos importados que, se não forem adequadamente controlados, podem resultar em surtos e epidemias. Os principais grupos de risco são as pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Dentre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo apresentam maiores chances de contrair sarampo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países que não adotam a mesma política intensiva de controle da doença.

As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos. Os adolescentes, adultos (homens e mulheres) e, principalmente, no contexto atual do risco de importação de casos, os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a vacina tríplice viral ou dupla viral (contra sarampo e rubéola).

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