Ambulatório Dermatocosmiátrica para pacientes com cancro completa 13 anos

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Fruto da parceria entre as disciplinas de Dermatologia e
Oncologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), o
Ambulatório de Reabilitação Dermatocosmiátrica para Pacientes
Oncológicos completa 13 anos de atividades em 5 de abril
(quarta-feira). Para marcar a data, será realizado encontro das
8h às 12h30 entre atuais usuários do serviço e pacientes mais
antigos, que já superaram o câncer, mas que durante o
tratamento tiveram entrada aos benefícios deste trabalho. O
evento narrará com palestras motivacionais e de suporte
dermatológico aos pacientes oncológicos, além da participação
de especialistas em maquiagem, depilação, manicure e uso de
lenços.

Com raras citações sobre a temática na literatura médica até a
implantação do serviço na Faculdade de Medicina do ABC, em
2004, o Ambulatório de Reabilitação Dermatocosmiátrica para
Pacientes Oncológicos tornou-se pioneiro pátrio e
internacionalmente. O objetivo do trabalho é melhorar a
qualidade de vida e diminuir o proporção de sofrimento dos pacientes
ao minimizar efeitos colaterais dos tratamentos e aumentar a
autoestima. O sítio oferece atendimento dermatológico e
cosmiátrico gratuito e integral aos pacientes, abordando
prevenção, correção e camuflagem (quando não é possível
emendar) de alterações decorrentes de procedimentos
cirúrgicos, da quimioterapia e da radioterapia.

Além da queda de cabelos, pacientes em quimioterapia ou
radioterapia também enfrentam problemas porquê lucro de peso,
manchas na pele e alterações nas unhas, além de infecções
virais e bacterianas, porquê verrugas e herpes, devido à queda de
isenção. Geralmente os dermatologistas evitam iniciar
tratamentos, com receio de interferir na terapia oncológica.

“Nossa teoria é exatamente oposta. Atendemos os pacientes
durante o tratamento do câncer, pois esse é o período em que
eles mais sofrem. É Justamente nesse momento que precisam de
suporte dermatológico para minimizar efeitos colaterais,
melhorar a autoestima e buscar forças para seguir em frente”,
explica a Dra. Dolores Gonzalez Fabra, dermatologista
responsável pelo ambulatório da FMABC e pioneira no país nas
pesquisas relacionadas à reabilitação dermatológica de
pacientes com câncer.

ATENÇÃO DIFERENCIADA

O Ambulatório de Reabilitação Dermatocosmiátrica para Pacientes
Oncológicos da FMABC funciona às quartas-feiras, das 12h às
17h, no campus universitário em Santo André. Os atendimentos
são agendados mediante encaminhamento dos pacientes pelas
Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e hospitais da região do ABC.

“Até pouco tempo, a preocupação do médico era somente com a
tratamento do câncer. Hoje leva-se em consideração a qualidade de
vida e o bem-estar desses pacientes antes, durante e após o
tratamento oncológico. Procuramos dar assistência integral e
minimizar sequelas físicas e emocionais”, detalha Dra. Dolores
Fabra.

Além do atendimento dermatológico, a assistência no ambulatório
também contempla a área estética, com ensino de técnicas de
maquiagem e camuflagem, além da realização de dermopigmentação
– um tipo de tatuagem. O serviço conta com esteio das
voluntárias da ONG Viva Melhor, que auxiliam na captação de
doações de perucas, unhas postiças, sutiãs com recheio e
maquiagens.

São diversos tipos de atendimento oferecidos no sítio. No caso
de queda de cabelos, por exemplo, é realizada terapia
preventiva antes e durante as sessões de quimioterapia, o que
facilita o incremento capilar posteriormente. Também há
empréstimo de perucas. Para a queda de sobrancelhas, há opção
de tatuagem provisória para camuflagem até o término do
tratamento quimioterápico, quando os pelos voltam a crescer.

Para cicatrizes resultantes de cirurgias, além de tratamentos
dermatológicos para prevenção de queloides, o ambulatório
orienta para o uso correto de técnicas de camuflagem. Também
oferece opção de tatuagem definitiva – para a aréola da úbere,
por exemplo –, com excelentes resultados após a reconstrução.

“Temos muitos casos de alterações de unha causadas por micose
ou pela própria quimioterapia. Por essa razão, realizamos
tratamento dermatológico preventivo”, acrescenta a coordenadora
do ambulatório, que completa: “Durante o tratamento do câncer,
alguns pacientes ganham peso e ficam com muitas estrias. Nesses
casos, o tratamento adotado também é preventivo, à base de
cremes, o que não impede o surgimento, mas faz com que as
estrias sejam menos agressivas, facilitando o tratamento
ulterior. Além disso, a queixa de ressecamento da pele é
bastante recorrente, passível de tratamento e com excelentes
resultados”.

MAIS PESQUISAS

Além da assistência, outro objetivo do ambulatório é o
desenvolvimento de pesquisas, estudos clínicos e de literatura
médica. “Procuramos desenvolver uma dermatologia específica
para pacientes oncológicos, que até o momento ainda não existe.
Desde a exórdio do ambulatório, em 2004, temos avançado muito
nos estudos e tratamentos oferecidos aos pacientes, com
resultados bastante significativos. Ao longo dos anos, temos
buscado sensibilizar a indústria farmacêutica para o
desenvolvimento de produtos dermatológicos apropriados para os
pacientes com câncer. Essa é uma área ainda pouco explorada, na
qual temos a expertise de mais de 1.000 pacientes cadastrados
no ambulatório, além de um departamento de pesquisa clínica de
primeiro mundo na faculdade”, revela Dra. Dolores Fabra.

Ambulatório Dermatocosmiátrica para pacientes com cancro completa 13 anos
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