‘Não vai ter lockdown nacional’, é o que Afirma Bolsonaro

‘Não vai ter lockdown nacional’, é o que Afirma Bolsonaro: Em meio a mais de 4k de mortes por Coronavírus no Brasil, e em sua visIta a centro de atendimento à Covid-19, presidente reafirmou que não permitirá Exército apoiando lockdowns

‘Não vai ter lockdown nacional’

É bem verdade que muitos dados manipulados da cidade de Chapeço assim como na cidade de Porto Feliz/SP são interessantes. Pois a leitura é realidade de forma a que seja “surpreende” se é ou não é outro caso. Porém o nosso presidente, gosta de contos de fadas. E qualquer conto, que diga que ele está certo, ele acredita.

O presidente Jair Bolsonaro surpreendeu ao conceder uma entrevista à rádio Acústica FM, de Camaquã (RS), um município brasileiro com menos de 70 mil habitantes. O assunto da entrevista da sexta-feira (19) foi o caso da médica Eliane Scherer, desligada do hospital Nossa Senhora Aparecida, em Camaquã, depois de ter feito nebulização de hidroxicloroquina em um paciente de Covid-19. Há um conflito de versões sobre os motivos do desligamento

É desse nível que estamos falando. Só porque ela utilizou Hidroxicloroquina, é uma médica perfeita para Bolsonaro.

A Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) divulgou nota no dia 25 de março alertando que médicos não devem fazer nebulização com cloroquina em comprimidos triturados para tratar pacientes com COVID-19.

“Uma das práticas que tem se difundido, inclusive com apoio de políticos e formadores de opinião, é a inalação de comprimidos de cloroquina macerados [triturados] e diluídos em soro fisiológico. Essa prática é certamente danosa ao já combalido sistema respiratório do paciente”, diz a entidade.

Em visita ao Centro Avançado de Atendimento Covid de Chapecó, em Santa Catarina, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quarta-feira (7), que não decretará lockdown nacional e reafirmou que não permitirá o uso das Forças Armadas para reforço das medidas de restrição adotadas por governadores e prefeitos. A fala se dá um dia após o Brasil registrar 4.195 mortes devido à pandemia em 24 horas, novo recorde.

‘Não vai ter lockdown nacional”, disse. “Como alguns ousam dizer por aí que as Forças Armadas deveriam ajudar nas restrições, nosso Exército nao vai ar rua para manter o povo dentro de casa. A liberdade não tem preço.”

Ministro da Saúde

Na presença do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, Bolsonaro insistiu em medicamentos sem compravação científica para pacientes contaminados com a covid.

“Porque não pode ter tratamento imediato? Tem que buscar outra alternativa. Como na Guerra do Pacífico… injetou água de coco na veia do indivíduo. E deu certo. O que fazer então para combater o coronavírus?”, questionou o presidente.

O chefe do Executivo criticou seu primeiro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que se posicionou contra o uso de remédios como cloroquina e ivermectina e acabou exonerado.

No protocolo dizia que só podia administrar em estado grave. Questionei. Eu não sou médico, mas não posso tolher a liberdade do médico. Ele tem que buscar alternativa

“No protocolo dizia que só podia administrar em estado grave. Questionei. Eu não sou médico, mas não posso tolher a liberdade do médico. Ele tem que buscar alternativa”, disse.

“Começamos em março a tomar as decisões. Tivemos um primeiro ministro da Saúde e o protocolo dele era: fica em casa, quando sair falta de ar, vá para o hospital. Para fazer o quê? Ser intubado.”

Prefeito de Chapecó

O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), adepto ao chamado tratamento precoce, afirmou que, hoje, os leitos do Centro Avançado de Atendimento Covid estão vazios. “Em qualquer país do mundo, quando ser humano tem primeiro sintoma, ele vai se medicar. Aqui em Chapecó está provado. A liberdade deu certo. Conjugamos o verbo pandemia com economia. Viramos a roda”, disse o chefe do Executivo municipal.

Para o presidente, restringir o uso de medicamentos sem comprovação científica é “tolher a liberdade de um profissional de saúde”. Lamentamos todas as mortes. Tomei o medicamento que todo mundo sabe [cloroquina]. O off-label [fora da bula] é uma decisão do médico com o paciente. É um crime querer tolher a liberdade de um profissional de saúde. Desde o começo falamos, temos o vírus e o desemprego.”

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