Respeite o direito de não revelar meu tratamento diz David Uip a Bolsonaro

Respeite o direito de não revelar meu tratamento diz David Uip a Bolsonaro: Atacado nas redes sociais desde ontem por não divugar se usou hidroxicloroquina para se curar da Covid-19, infectologista mandou hoje o recado ao presidente

Respeite o direito de não revelar meu tratamento diz David Uip a Bolsonaro

O JURAMENTO DE HIPÓCRATES E O CÓDIGO DE ÉICA MÉDICA – The Hippocratic oath and the code of medical ethics – El juramento de Hipócrates y el código de ética médica

Hipócrates, que nasceu na Grécia, em Cós, ilha grega do Dodecaneso, em torno de 460 a.C. é, ainda hoje, considerado o “Pai da Medicina”. Sua obra, que inclui os famosos Aforismos; os Quatro Princípios Fundamentais (jamais prejudicar o enfermo/não buscar aquilo que não é possível oferecer ao paciente, os famosos milagres/lutar contra o que está provocando a enfermidade/ acreditar no poder de cura da Natureza); e o Juramento que leva o seu nome, permanece atual.

Isolado Infectologista: Uip vê momento Difícil à Frente

No Brasil, em todas as cerimônias de formatura das faculdades de Medicina brasileiras os formandos fazem o juramento hipocrático e, além disso, os médicos presentes à solenidade costumam reafirmá-lo:

“Eu juro, por Apolo médico, por Esculápio, Hígia e Panacéia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e sem contrato escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes. Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza à perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. Conservarei imaculada minha vida e minha arte. Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam. Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução, sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados. Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça.”

Pegar a Doença e Mostrar as Caras

Recuperado de um tratamento contra o novo coronavírus, o coordenador do Centro de Contenção para a doença no Estado de São Paulo, David Uip, se esquivou de perguntas sobre o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina durante sua internação, e minimizou a importância de resultados no seu caso pessoal. Ele tem sido questionado sobre o uso do medicamento, que ainda não tem resultados cientificamente comprovados para o tratamento da covid-19, após ter recebido alta.

“Eu não me prescrevi, eu não me receitei, eu fui cuidado por médicos da minha confiança”, disse Uip, que é infectologista. “É algo absolutamente pessoal e, como eu respeito os meus pacientes, eu gostaria de ser respeitado em algo que é muito pessoal e muito particular. Não faço isso para esconder nada, mas não quero transformar o meu caso em modelo para coisa alguma.”

“…Eu não me Prescrevi…. ” logo, assim, ele quer dizer que Leu, sabe o que tomou, mas não vai falar. Usando do poder de não ser o seu próprio médico. Porém, sendo Político ao ponde de esconder de todos a solução ou a cura para sua doença. Logo é tão político quanto os políticos que são seus chefes. Eu não confio em uma pessoa assim. Vale a pena passar em um médico tão baixo assim por dinheiro?

Participou pessoalmente da decisão de mudar a recomendação

Uip também disse que participou pessoalmente da decisão de mudar a recomendação para o uso das substâncias em tratamentos no País. O protocolo foi alterado após uma reunião na última quinta-feira, 31, com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e outros médicos.

Desde a semana passada, após chegarem a um consenso na reunião, a recomendação dos órgãos de saúde é de que a cloroquina e a hidroxicloroquina só sejam usadas após uma autorização formal do paciente, feita no momento em que ele é internado. Até então, o remédio era usado a partir do momento em pacientes, com quadros mais graves de saúde, eram entubados com respiradores.

“Nessa reunião, à distância, estava presidente do Conselho Federal de Medicina (Mauro Luiz de Britto Ribeiro), que avalizou essa decisão”, contou Uip. “Isso é absolutamente cabível dentro das leis que regem a saúde no País.”

Uso é defendido pelo presidente

O uso da cloroquina e da hidroxicloroquina tem sido constantemente defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), apesar de especialistas avisarem que os resultados com o uso da substância são preliminares, e que casos individuais de sucesso não são suficientes para determinar se o tratamento é seguro em escala maior no Coronavírus.

Há casos de pacientes infectados com coronavírus que foram tratados com cloroquina e, mesmo assim, acabaram morrendo. Isso ocorreu com a primeira vítima do vírus na Bahia, um homem de 74 anos que ficou internado durante 12 dias. Os resultados de estudos que apontaram o sucesso da substância nos tratamentos têm sido questionados internacionalmente.

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