Após empate em casa, sistema defensivo do São Paulo liga sinal de alerta

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O sinal de alerta foi ligado para o sistema defensivo do São
Paulo. Nas quatro partidas do Campeonato Paulista, a equipe
tricolor sofreu gols, dando um total de nove tentos tomados
(média de 2,25 gol por jogo). No sábado à noite, no Morumbi,
contra o Mirassol, o time chegou a abrir 2 a 0 no placar e
permitiu o empate por 2 a 2.

“A gente tem de melhorar sempre, ofensiva e defensivamente,
equilibrar o time cada vez mais. Tomara que a gente consiga dar
esse equilíbrio, fazendo bastante gol, coisa que não acontecia
no ano passado, mas estamos sofrendo gol em excesso. Não estou
falando especificamente de zagueiro, mas o sistema como se
defende, como pressiona, temos de tentar evoluir”, admitiu o
técnico Rogério Ceni

“Primeiro, a gente fica triste por isso [levar nove gols em
quatro partidas], principalmente eu que sou zagueiro e o
Maicon. Mas a gente fica feliz pelas vitórias. Tivemos uma
derrota no campeonato em quatro jogos, ganhamos uma partida
fora de casa muito difícil. Mas claro que precisamos corrigir e
a gente se cobra. Pode ter certeza de que isso vai ser algo que
cobraremos diariamente para diminuirmos esses gols, porque
desta maneira vamos ganhar mais jogos”, disse Rodrigo Caio.

Curiosamente, a defesa são-paulina foi o setor mais elogiado na
última temporada, quando fechou o Brasileiro com 36 gols
sofridos em 38 jogos (média de 0,94 gol por partida).

“É sempre ruim tomar gol. Esse não é o costume do São Paulo. No
ano passado, estávamos bem ali atrás. Temos sofrido gol, mas
vencido. O mais importante é somar os três pontos. Neste sábado
(18), não conseguimos os pontos dentro de casa, sendo que uma
equipe que estava ganhando por 2 a 0 não pode sofrer o empate.
O importante é a vitória, mas quanto mais pudermos corrigir
para não sofrer gol é melhor”, disse o zagueiro Maicon, que
falhou no primeiro gol do Mirassol, no sábado, quando tentou
driblar Rafhael Lucas.

“Posso dizer que não foi o meu dia. Um detalhe acabou nos
prejudicando. Até porque, até então, antes do erro eu estava
fazendo uma partida boa, dado uma assistência e ganhado quase
todos os lances individuais. Aconteceu. Tentei fazer uma coisa
que não devo ali atrás e compliquei os meus companheiros.
Agora, é bola para frente. Assumo a responsabilidade que
cometi. É trabalhar para corrigir os erros”, completou Maicon.

De acordo com o esquema do técnico Rogério Ceni, os jogadores
de defesa vão contar com o apoio dos companheiros que atuam em
outros setores, que devem ajudar na hora de fazer a marcação no
campo de ataque.

“Não é tanto o sistema defensivo. Temos de trabalhar mais em
conjunto, nas partes ofensiva e defensiva. Mas não me preocupo
porque temos bons zagueiros, laterais e volantes. Mas podemos
corrigir para não seguirmos passando por essas coisas. Porém,
não são erros só da defesa, porque é responsabilidade também de
nós que jogamos à frente e fazemos a primeira marcação”, disse
Cueva.

Na aspecto moral, os defensores também terão o suporte dos
colegas. “Nós somos uma família, vamos apoiar quem estiver
jogando. Somos todos amigos e vamos estar sempre juntos nestes
momentos”, garantiu o meia peruano.

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