Aprazer a clientela é o sigilo da Secretária Gomes

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 “Essa secretária não vende zero”. A frase foi ouvida no
ano de 2005 por Maristela Gomes, 50 anos, que, na época,
demonstrou interesse em comprar secretária de jornal localizada na
Rua Andaraí, Vila Floresta, em Santo André. Após pechinchar o
preço de venda – R$ 2.000 –, o negócio, até então deserto
pelos antigos proprietários, passou a fazer segmento da família e
ganhou o sobrenome Gomes.

O sigilo da administradora para a manutenção do sucesso é
tratar os clientes com carinho, porquê se fossem entes queridos.
“A gente faz bastante amizade, acabamos tendo uma família,
pessoas que fazem segmento do nosso convívio e estamos juntos até
em aniversários”, afirma Maristela. Murado de 12 pessoas
integram lista de confiança da jornaleira. São amigos e
conhecidos que pagam pelos produtos adquiridos semanal ou
mensalmente.

“Trabalho de segunda a segunda-feira, das 5h às 17h, e fecho às
14h no domingo”, ressalta a proprietária. São vendidos jornais,
revistas, figurinhas, mangás e produtos de formosura. No entanto,
a principal preocupação é com o atendimento. Durante as horas
de trabalho ela se recusa a permanecer sentada na cadeira. “Tem
gente que fala que eu deveria ler todas as revistas, mas não
dá. Às vezes, vejo a cobertura do jornal e fico interessada em ler
tal matéria, mas passa o dia e eu não leio”, pondera se
referindo à rotina intensa de trabalho.

Outro diferencial da Secretária Gomes é oferecer 10% de desconto
para pagamentos de qualquer resultado no verba ou no débito.
“Tenho clientes que passam cá para pegar jornais e revistas
todos os dias antes do trabalho”, diz Maristela.

Engana-se quem imagina que os itens mais vendidos são jornais
ou revistas. Conforme a proprietária da Secretária Gomes, réplicas
de carros em miniatura, vendidos por preços que variam de R$ 60
a R$ 70, comprados por colecionadores, têm procura intensa.

Maristela não revelou o time do coração, mas destacou a
preferência do público. “Se o Corinthians é campeão, vendo
bastante, é incrível. Já no caso do Palmeiras, que foi campeão
há um tempo, ainda tenho os pôsteres”, brinca.

Problemas pequenos também são segmento da rotina de Maristela, que
em épocas de ventos fortes é obrigada a decrescer segmento da porta e
a retirar da calçada suporte utilizado para exposição das
revistas. “Teve vez que, quando ventou, precisei pegar revista
no meio da rua”, conta.

O Diário realçará a história de bancas de jornal localizadas
entre as sete cidades toda última terça-feira do mês.

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