Até quando?

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É triste a frequência com que levante Diário é obrigado a noticiar
ocorrências negativas relacionadas à Avenida dos Estados, o
centenário portal de aproximação ao Grande ABC para quem vem da
Capital. Com traçado que passa por três cidades da região,
Mauá, Santo André e São Caetano, a via está há muito tempo
precisando de investimentos para a recuperação de sua
estrutura. Depois do que ocorreu na madrugada de ontem, quando
temporal derrubou outra ponte – a segunda em menos de 100 dias
–, não é mais possível prorrogar o programa de recuperação das
pistas.

Construída há mais de um século, sobrecarregada e sem a devida
manutenção, a Avenida dos Estados precisa ser revitalizada. E
modernizada. Necessário lembrar que, na época em que foi
idealizada, o fluxo e o peso dos veículos que utilizavam suas
pistas eram muito inferiores aos dos atuais. Basta lembrar que
a via precede a industrialização do Grande ABC, que se expandiu
a partir da chegada das primeiras montadoras, nos anos 1950.

A deterioração de uma das principais artérias viárias da região
atinge níveis homéricos em momento complicado para as
prefeituras, que padecem com os cofres vazios devido à crise
econômica que assola o Brasil, de modo universal, e o Grande ABC,
em privado. Exatamente por isso, o Consórcio Intermunicipal
deveria invocar para si a responsabilidade de desenvolver projecto
de recuperação da Avenida dos Estados, incluindo no debate, o
Palácio dos Bandeirantes, sede do poder Executivo paulista.

O Estado também é segmento interessada na recuperação da avenida,
finalmente, o Rio Tamanduateí, que margeia as pistas, fica sob sua
responsabilidade. Não se pode esperar mais. Uma tragédia pode
estar à espreita. O ideal é que o objecto seja tratado já na
próxima reunião do colegiado de prefeitos, em maio. Porquê o
governo paulista tem um assento na mesa de debates, a
oportunidade deve ser aproveitada. Antes que a próxima chuva
provoque mais dissabores aos usuários da via, que, por ser a
porta de ingressão ao Grande ABC, merece mais atenção. 

Até quando?
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