Ato pede Justiça por morte de jovem em Santo André
Avalie esta notícia

Familiares e amigos do adolescente Luan Gabriel Nogueira de Souza, 14 anos, morto no dia 5 em ação policial no Parque João Ramalho, em Santo André, realizaram ontem ato no local onde ocorreu o crime, com pedidos de Justiça e paz. Cerca de 500 pessoas participaram da ação, que teve como destino final a Paróquia São João Batista, onde missa de sétimo dia foi celebrada.
“A dor não passa. O Luan era um adolescente com muitos sonhos”, falou a mãe, Maria Medina, 43.

A repercussão do caso chamou a atenção da organização norte-americana Human Rights Watch. Representantes pedirão aos deputados federais a aprovação do projeto de lei que prevê o fim do chamado auto de resistência seguida de morte, em ocorrências que envolvam mortes e lesões corporais cometidas por policiais durante o trabalho. “Essa entidade fez um documento tendo como exemplo o caso do Luan, para que seja caracterizado como homicídio”, disse o coordenador da comissão da criança e do adolescente do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), Ariel de Castro Alves, que participou do ato.