Bancários param e filas se formam em Santo André

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Atualizada às 12h30

Funcionários do Banco Mercantil das 11 agências do Grande ABC
cruzam os braços na manhã desta quinta-feira e filas de
clientes se formam à espera de atendimento. O principal motivo
dos protesto são as demissões efetuadas pelo banco na região.

A maioria das pessoas nas filas é idosa, que foram ao banco
retirar benefícios. “Estou desde as 9h30 esperando para retirar
minha pensão e estou me sentindo humilhada porque ninguém fala
zero sobre o que está acontecendo”, conta Maria Elídia, de 70
anos, uma das murado de 100 clientes que aguardam sob sol
na Rua Senador Fláquer, em Santo André.

De conciliação com o diretor do Sindicato dos Bancários do ABC,
Darci Torres Medina, além das demissões, os funcionários estão
recebendo valores considerados irrisórios de PLR (Participação
de Lucros e Resultados). “A PLR do ano pretérito foi entre R$ 35
e R$ 50, o que nao condiz com valores que deveriam ser pagos
por um banco.”

Outra reivindicação apontada por Medina foi o indumento de o Banco
Mercantil ter sido o único a penetrar as portas às 8h nesta
Quarta-feira de Cinzas. “Houve uma decisão unilateral. Ontem,
todos os bancos que fazem secção da Fenabran (Federação Vernáculo
dos Bancos) deveriam penetrar às 12h e o Mercantil abriu às 8h sem
nenhuma explicação e ferindo a negociação entre os bancos.”

Segundo o diretor, o sindicato tentou entrar em contato com a
empresa para entender o motivo dos problemas, mas não houve
conversa.

De conciliação com nota no site do Sindicato dos Bancários do ABC,
além das “várias” demissões e pagamento “irrisório” da PLR,
algumas agências também estariam funcionando sem vigilantes.
Uma funcionária da Senador Fláquer afirmou que há somente oito
pessoas trabalhando no sítio e que o número é aquém do
necessário.

Uma reunião com representante do banco ficou agendada para o
dia 14, na sede do sindicato. (Com informações de Daniel
Tossato)

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