Brumadinho – As Perspectivas da Tragédia

Três anos após o rompimento da barragem em Mariana (MG), outra barragem se rompeu em uma sexta-feira, no dia do aniversário de São Paulo. O desastre aconteceu em Brumadinho, que também se encontra no estado de Minas Gerais.

O desastre ambiental, para alguns, deveria ser considerado um crime ambiental, e as opiniões sobre o acontecido divergem. Neste artigo, analisaremos as possíveis perspectivas.

Brumadinho – O ocorrido

A catástrofe aconteceu no dia 25 de janeiro, em Brumadinho – cidade que fica na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A barragem é da Vale, a maior mineradora do Brasil e terceira companhia na indústria global de mineração de metais. A Vale S.A. possui um vasto histórico de desastres ambientais e tragédias.

A lama com dejetos atingiu a cidade e moradores precisaram deixar seus lares. Equipes de bombeiros e da Defesa Civil foram até a área em busca de vítimas.

Até o momento, não se sabe com precisão o número de pessoas desaparecidas. Algumas pessoas foram resgatadas com vida, muito feridas, e há vítimas fatais. A mais recente apuração revelou 99 mortos e 259 pessoas desaparecidas até agora. 192 pessoas foram resgatadas, mas a essa altura do campeonato, é quase impossível encontrar pessoas com vida.

Mas apesar de tantos dias passados, o porta-voz do Corpo de Bombeiros afirma que ainda existe a possibilidade de encontrar pessoas vivas, mesmo que seja muito pequena. A operação tem sido realizada com cajados e arrastamento pela lama para buscar sobreviventes e corpos. A estimativa é que essa busca dure mais ou menos até julho deste ano, o trabalho está sendo feito em etapas.

Brumadinho – A Perspectiva de Crime Ambiental

Algumas pessoas possuem uma opinião de que o ocorrido em Brumadinho não foi simplesmente um desastre ambiental, e sim um crime ambiental.

Para o relator da ONU, as autoridades brasileiras não aprenderam a lição com o último rompimento de barragem que aconteceu em Mariana. Segundo ele, o controle ambiental deveria ter sido aumentado e o que ocorreu foi exatamente o contrário, desrespeitando assim os direitos humanos.

Ele disse que era um dever ter implementado medidas para evitar novos rompimentos de barragens mortais e perigosas após o primeiro ocorrido.

Brumadinho – Posicionamento da Vale

A vale afirmou que as sirenes de alerta em Brumadinho não puderam ser acionadas depois que a barragem principal se rompeu, porque a velocidade do ocorrido foi muito grande.

Brumadinho – A visão do exterior

Muitos jornais respeitáveis do exterior publicaram matérias sobre a tragédia ocorrida, e as opiniões sobre o tema não variam muito.

O jornal National Geographic publicou que “O rompimento das duas barragens, operadas respectivamente por Samarco (Vale S.A e Bhp Billiton Metais S.a) e Vale, poderiam ser evitadas segundo especialistas ambientais”.

O jornal The New York Times em sua matéria alerta: “O problema, de acordo com especialistas como Milanez e Luiz Jardim, professor de geografia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é que as mineradoras escolhem e contratam os auditores e fornecem toda a documentação que analisam”.

Outros jornais como The Guardian e The Telegraph.uk também publicaram sobre este desastre.

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