Câmara de Santo André gastará 54% a mais em reforma

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A Câmara de Santo André, presidida pelo patriarca Ronaldo de Castro
(PRB), despenderá 54,44% a mais nas obras executadas no prédio
devido aos problemas estruturais encontrados a partir das
chuvas, que têm feito estragos internos desde a decisão de
mexer na laje do equipamento. O dispêndio das intervenções chegará
ao valor totalidade de R$ 860,9 milénio. O contrato com a empresa Ponto
Potente foi firmado, inicialmente, ao preço de R$ 557,4 milénio, e
previsão de término em setembro. O republicano estendeu o termo
no começo de outubro, assinando um aditivo de 23,95%, e subindo
o montante em R$ 133,5 milénio, o que já arrasta a reforma para termo
de novembro. Desta vez, a presidência incluiu outro serviço:
remoção e troca do piso de todos os gabinetes. E vai remunerar mais
R$ 170 milénio.

A empresa será a mesma a tocar esse outro objeto do contrato.
As obras no piso tiveram início em seis dos 21 gabinetes
parlamentares, englobando os cinco vereadores do PT e Roberto
Rautenberg (PRB) – o grupo tem realizado o atendimento aos
munícipes no saguão no prédio, no térreo de maneira improvisada
e precária. O presidente acredita que essa primeira secção
permanecerá pronta na semana que vem. “Os outros gabinetes vamos
começar no termo de novembro, reformando o piso, que por justificação
das chuvas inchou e solta mau cheiro, mas até 1º de janeiro vão
estar todos com piso novo”, pontuou Ronaldo, meta de críticas
de colegas de Legislativo, pela situação verificada na Lar. “É
lastimável”, apontou um vereador, que prefetiu não se
identificar.

Mesmo com a interrupção da chuva ontem no período da tarde, a
água escorria pelas paredes da Lar por volta das 15h, horário
da sessão. Na escadaria que dá chegada ao plenário, um jato caia
direto do teto. Funcionários da terceirizada puxavam a
inundação no hall da Câmara. Com as infiltrações e goteiras, o
dirigente novamente suspendeu a sessão ordinária, alegando
seguir “laudo técnico”, que recomendou não realizar as
atividades funcionais nas dependências. “É prevenção. Temos que
evitar a circulação das pessoas e, desta forma, acidentes”,
justificou Ronaldo. É a sexta vez que o republicano toma essa
postura em razão do dilúvio visto internamente. Ele nega ter
escolhido incorrecto o tempo das obras, há quase quatro meses.

Enquanto há esse estado crítico nas dependências, com
sucessivos cancelamentos de sessão, e, às vezes, até do
expediente dos servidores, projetos importantes uma vez que a Luops
(Lei de Uso, Ocupação e Parcelamento do Solo) e Orçamento de
2017 continuam pendentes, além de inviabilizar as discussões
políticas e manifestações de movimentos da cidade. Ronaldo
ponderou que conversou ontem com o secretário de Cultura, Tiago
Nogueira (PT), para solicitar suplente do anfiteatro Heleny
Guariba, pedindo a transferência das sessões de terça-feira e
quinta-feira, da próxima semana. “A superintendente fez
requerimento”, alegou o presidente.

ADICIONAL

Apesar do transtorno atual, Ronaldo não descartou fazer outras
duas obras na sede do Legislativo, embora seu período no
comando da Lar tenha fechamento em 31 de dezembro. A
primeira refere-se à instalação de catracas para controlar a
ingressão e saída de populares. A segunda trata de colocar
espécie de redoma de vidro, um ladeado no plenário, separando
os parlamentares do público. “Pode ser que ainda dê (prazo).
Depende de uma vez que está o processo. Se der tempo, quem sabe. A
catraca, por exemplo, depende de parecer jurídico, fora
inúmeras certidões, exigidas pelo TCE (Tribunal de Contas do
Estado)”, sustentou.  

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