Câmara de Sto.André gastará R$ 303 milénio a mais em obra

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A Câmara de Santo André, presidida pelo prelado Ronaldo de Castro
(PRB), despenderá R$ 303,5 milénio a mais em obras de reforma do
telhado do prédio legislativo – impermeabilização da laje,
visando interromper infiltrações e goteiras –, elevando o dispêndio
totalidade a R$ 860,9 milénio, 54% superior ao projecto inicial. A
intervenção começada em julho previa gastos de R$ 557,4 milénio,
com finalização em setembro, antes do recesso parlamentar. A
novidade previsão de término é sexta-feira, depois de aditamentos e
incremento no objeto. O republicano assinou contrato, na
ocasião, com a empresa Ponto Poderoso Construções e
Empreendimentos, que ainda executa trabalho na Vivenda.

No período de obras, a Câmara ficou alagada em pelo menos seis
situações, após incidência de chuvas, provocando suspensão de
sessões ordinárias e até o cancelamento do expediente dos
servidores públicos. O atendimento aos munícipes foi afetado
desde então. A justificativa da direção para o caos criado
internamente apontava para a surpresa de encontrar uma segunda
laje no lugar. A retirada do teto suplementar teria ocasionado
vazamentos no espaço. Com a inundação, estragos apareceram nos
móveis e no piso, além do mau cheiro, embora a Vivenda negue
prejuízos. Depois do primeiro adscrição, Ronaldo incluiu outro
serviço: a remoção do piso de todos os gabinetes.

O Legislativo alegou que a obra encontra-se hoje em “temporada de
recebimento provisório”, o que significa manifestar que a
intervenção física “está totalmente finalizada”. “Toda a secção
de impermeabilização foi feita. O objeto, concluído. Agora, a
empresa presta serviço de limpeza, porquê de materiais”, pontuou,
referindo-se, por exemplo, ao concreto que escorreu pelas
paredes internas do prédio, próximas ao plenário. “Nos
gabinetes, as mudanças também foram firmadas. Todos
reformados”, afirmou, acrescentando que a limpeza é a secção que
resta para terminar o processo nesses últimos dias do
exercício.

Ronaldo garantiu que, pelo menos, os problemas de infiltração
foram cessados e acredita que a obra “evitou catástrofe”.
“Havia goteiras e as pilastras estavam cedendo, com rachaduras.
Tudo indica que era sobrepeso das duas lajes e o desgaste do
tempo (prédio tem 48 anos), mas agora encerram (as obras), sem
nenhuma goteira, e não vai ser aditado (prazo novamente).”
 

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