Câmara inclui manutenção de pontes na LDO de Santo André

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O Legislativo de Santo André aprovou ontem projeto do governo
Paulo Serra (PSDB) que trata da LDO (Lei de Diretrizes
Orçamentárias) de 2018, no valor de R$ 2,9 bilhões, incluindo
seis emendas aditivas à proposta do Paço. Dois destes textos
modificativos apontam a manutenção de pontes, que cederam no
início do ano, na Avenida dos Estados (uma nas proximidades do
bairro Santa Terezinha e a outra que dá chegada à Avenida
Antônio Cardoso, no Bangu). As alterações indicam a destinação
de intervenção, sem, todavia, apresentar valores.

Ao sancionar a lei, a administração tucana pode vetar as
emendas, assinadas pelo oposicionista Eduardo Leite (PT, uma,
que cita a passagem perto do Viaduto Fortaleza Branco) e pelo
governista Fábio Lopes (PPS, cinco no totalidade, sendo que uma
refere-se à ponte perto do Núcleo). Embora o projeto original
tenha sido avalizado por unanimidade, as mudanças no texto
computaram 16 votos obséquioáveis, duas abstenções e um crivo
contrário, de Jobert Minhoca (PSDB). As demais propostas do
popular-socialista acrescentaram urbanizações no núcleo
Tamarutaca e Conjunto Novidade Centreville, construção de creche na
Sacadura Cabral e outra que reduz o índice de remanejamento da
peça de 30% para 15% da receita.

Justificando o voto contrário, Minhoca alegou que “não havia
premência” de inserir as emendas sobre as pontes,
considerando a situação porquê “politiquice”. “Depois vão querer
expressar: ‘Eu que fiz a indicação’, sendo que o governo já
prometeu que uma (a próximo ao Sesi) será realizada por meio de
recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento,
negociação em trâmite) e a outra com compromisso (de finalizar)
ainda neste ano. Querem fazer política em cima disso. Eu mesmo
moro em Utinga (2º Subdistrito), tenho todo interesse que saia
(a obra)”, pontuou. O Paço já ponderou que empenha esforços
para concluir a reconstrução da ponte perto da região mediano
em outubro.

Eduardo Leite falou que é importante a inclusão do texto para
registrar o que será prioridade do governo no próximo
exercício. Deixar explícita esta intenção, segundo o petista,
dá conotação para a população de que a Prefeitura pretende
fazer a intervenção o mais rápido possível. “A condição da
ponte de Santa Terezinha tem causado transtornos,
principalmente para quem mora no 2º Subdistrito. O governo
precisa deixar clara essa proposta”. Questionado sobre a
viabilidade da ação neste momento diante dos problemas
financeiros do Paço, ele avaliou ser exequível a manutenção
mesmo sem verba externa.

Em relação ao montante estimado na LDO, o valor é 8,6% menor em
relação ao previsto pela proposta do ano pretérito, na gestão
Carlos Grana (PT). A lei servirá de base para a primeira peça
orçamentária elaborada pelo governo tucano. 

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