Candidatos de Santo André, SP, discutem propostas em debate no G1

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Os dois candidatos à Prefeitura de Santo André, Paulo Serra
(PSDB) e Carlos Grana (PT) participaram de debate no
G1 nesta quarta-feira (26). O confronto foi
transmitido ao
vivo[1] do estúdio
do portal em São Paulo, das 13h às 14h17. A mediação dos
debates foi feita pelo jornalista Tonico Ferreira, da TV Orbe
(veja a íntegra do debate no vídeo supra).

As regras foram apresentadas e aceitas por representantes dos
candidatos em reuniões realizadas nas sedes da Orbe. Um
sorteio, que foi feito na presença de representantes dos
candidatos momentos antes do debate, definiu a ordem de
participação de cada um em cada conjunto.

O debate teve três blocos de discussão e, no quarto conjunto, os
candidatos comentaram mensagens enviadas pelos leitores nas
redes sociais durante o encontro.

No primeiro conjunto, foram feitas perguntas com temas escolhidos
pelos leitores do G1: segurança, orçamento,
saúde e educação.

Na segunda segmento do debate, os temas de pergunta eram livres.

No terceiro conjunto, foi a vez de perguntas com temas sugeridos
por jornalistas do G1. Foram quatro assuntos:
transporte público, creches, dívida pública e geração de
trabalho.

No último conjunto, os candidatos comentaram mensagens de
leitores.

Os candidatos respondem pergunta de Samuel Boss: “Muitas
promessas foram feitas por ambos os lados, mas a cidade teve
queda de arrecadação e o país não passa por um bom momento.
Possuirá recurso para colocar em prática todas as promessas?”

Carlos Grana respondeu: “Não prometi nem apresentei nenhum
projecto nem no meu governo nem no nosso próximo governo. Mas me
chamou a atenção uma afirmação do meu adversário de que ele vai
realizar projeto de reurbanização na cidade sem lucros. Ele é
economista e deve saber que isso não é possível porque isso vai
consumir em torno de R$ 700 milhões. Orçamento de Santo André
próprio é de R$ 1,2 bilhões. Esse tipo de promessa não será
cumprida. Só para reportar uma. Então eu concordo com você que
prometer não é a solução, é aquela velha forma de fazer
política. Promete e depois vai expor que o outro não cumpre.”

Paulo Serra disse: “A gente não faz promessa, realmente. A
gente assume compromisso, é dissemelhante. Quem faz promessa é o
velho político, é gente que está viciado já, com o partido
que só fez isso, enganou o Brasil, traiu o Brasil e traiu a
cidade. O que a gente tem, com relação aos lucros, eu vou
comentar porque é muito transparente. Nosso projecto de governo
foi feito com cada um de vocês aí de Santo André, através do
Santo André da gente. Tem uma risca de crédito para o ano que
vem, do governo federalista, do Ministério das Cidades para
saneamento básico e recapeamento. Porquê a morada está sendo
colocada em ordem, após o sinistro do governo Dilma, o governo
do PT, o governo do seu partido (o outro candidato). Nós temos
uma risca de crédito já, eu estive com o ministro hoje e ele
garantiu que no ano que vem vai ter recursos sim para
reurbanizar a cidade e nós vamos fazer. Não é fácil, eu já
disse cá. Se fosse fácil, qualquer um faria. Eu me preparei
para ser prefeito e eu estou pronto para vir cá e apresentar
o melhor projeto para Santo André”.

Os candidatos respondem pergunta de Mary Pierre Sanson:
“Gostaria de saber o que vocês farão com as pichações na
cidade?”

Serra disse: “As pichações degradam o espaço urbano, porque a
cidade fica feia, fica com uma face de mal cuidada e o poder
público precisa fazer. Primeiro, com a nossa mediano de
monitoramento que vamos produzir, isso vai facilitar muito a
chegada das forças policiais, da guarda policial, para evitar
que isso aconteça, para punir. porque pichação é delito e nos
temos que combater a pichação uma vez que delito. É totalmente
dissemelhante de partes artísticas da cidade que devem ser feitas,
uma vez que grafite. Pichação, que degrada o espaço urbano, tem que
ser tratada desta forma. É uma outra discussão, que tem que ser
feita com a cidade, está no nosso projecto de governo. É a questão
da cidade limpa. Nós precisamos discutir isso com nitidez, para
não prejudicar os comerciantes, para não prejudicar os anúncios
da cidade. Mas a cidade precisa passar por uma lei que combata
a poluição visual, é isso que a gente vai fazer”.

Grana respondeu: “Estou estarrecido. Designei logo no início do
meu governo, em 2013,  quando designei o secretário Paulo
Serra para justamente cuidar da Lei Cidade Limpa e ele não
conseguiu em três anos praticamente zero. Não produziu. Agora
ele vem prometer: agora, se eu for prefeito eu vou fazer. Essa
é a diferença da velha política que quer se vestir de novo. A
velha política que promete, promete. Estou revoltado. Você sabe
que era uma das atribuições da pasta dele. Não fez, agora vem
expor que vai fazer. Você teve três anos praticamente para
fazer e não fez. Eu, sim, aposto no grafite e no artista da
cidade e é o que eu estou fazendo”.

Os candidatos respondem pergunta de Deya Bovi: “Vão resolver o
problema de buracos na cidade de Santo André?”

Grana afirmou: “Vamos produzir, com recursos próprios, no
orçamento de 2017, um projecto de pavimentação da cidade. Quando
designei ao meu ex-secretário Paulo Serra para cuidar dessa
questão, ele fez. Sabe onde ele fez? Ele fez no bairro Jardim e
no entorno do Núcleo da cidade. E infelizmente só depois que
ele saiu do governo é que comecei a expandir o programa de
pavimentação. Mas não vou cometer esse erro novamente. Ele e o
partido dele nãoe starão no meu próximo governo. E vamos sim
fazer um programa olhando 100% da nossa cidade”.

Serra respondeu: “Fazendo uma correção, você está confundido os
Paulos. Ás vezes parece que você esqueceu de quem é o prefeito.
Quem é responsável pela Cidade Limpa é a Secretaria de
Desenvolvimento Urbano, não sabe nem que secretaria trata do
que. É o Paulo Piagentini. É outro Paulo, você se confundiu. É
lá que tá tá a Cidade Limpa. Mas vamos fazer, não tem problema.
Agora, sobre os buracos vamos fazer um grande programa de
recapeamento, inclusive no bairro que o prefeito mora. Ele fala
tanto do Núcleo. O governo do Estado tem uma grande risca de
crédito, nós vamos restaurar as finanças da cidade. Nosso
compromisso são 120 km de via no Programa Rua Novidade, tentei
fazer quando era secretário, não nego, mas você (o atual
prefeito) não me deu orçamento, porque foi um sinistro no
planejamento orçamentário da cidade, a cidade está quebrada,
mas nós vamos pôr a morada em ordem, pode incumbir”.

Ao final, os candidatos respondem pergunta de Raphael Vitorino:
“Candidatos, qual a proposta para a habitação de Santo André?
Existe qualquer projecto de regularização das moradias em áreas de
risco?”

Serra disse: “Sim, a proposta da questão da habitação, ela se
resume em três frentes: primeiro, regularização fundiária. Nós
temos bairros na cidade inteiros que não estão regularizados e
nós já estamos em tempo final de regularização e infelizmente
não conseguimos tirar do papel. No primeiro ano do nosso
governo o Centre Ville será regularizado, entre outros. Na
questão das áreas de risco, nós precisamos de uma grande
avaliação da Resguardo Social, que faz, mas não dá o próximo passo.
Nós vamos dar, produção habitacional, levante é outro paisagem. Nós
temos que reativar os créditos. A cidade tem carência muito
grande. E por último o mais importante. A urbanização de
núcleos: a gente vai ter uma risca de crédito do governo
federalista. A gente vai por a morada em ordem e levar distinção às
pessoas. É por isso que a gente precisa mudar o protótipo de
gestão”.

Grana afirmou: “Eu não confio no atual governo do Estado de São
Paulo. Exemplo está simples no que foi feito no Jardim Santo
André. Despejaram mais de 3 milénio famílias, empurraram com o
aluguel social, produziram pouco mais de 136 unidades
habitacionais. Enquanto nós, uma vez que prefeitura, em parceria com
governo federalista, entregamos já 2,5 milénio unidades. Eu não confio.
Permanecer esperando promessa do governo federalista, do governo Michel
Temer, gente, não vamos entrar nessa. Nós vamos sim continuar
com o programa em parceria com as entidades que têm os seus
programas habitacionais. Isso sim é possível, isso sim é real,
não é promessa”.

Veja o cronograma de debates da Grande São
Paulo:

QUARTA (26)
16h – Diadema: Lauro Michels (PV) x Vaguinho (PRB)

QUINTA (27)
13h – São Bernardo do Campo: Alex Manente (PPS) x Orlando
Morando (PSDB)
15h – Mauá: Atila Jacomussi (PSB) x Donisete Braga (PT)

SEXTA (28)
13h – Guarulhos: Guti (PSB) x Eli Correa 
Fruto[2] (DEM)
16h – Osasco: Jorge Lapas (PDT) x Rogério Lins (PTN)

Veja o vídeo do 1º conjunto:

Veja a 2º conjunto:

Veja o 3º conjunto:

Veja o 4º conjunto:

 

 

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