Cesta Básica termina ano 5,24% mais cara

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Em 2017, a Cesta Básica ficou 5,24% mais cara do que 2016. A variação foi calculada pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), que comparou a média anual dos preços do ano passado com a média dos preços desse ano. A pesquisa, feita mensalmente pela Craisa, analisa o comportamento de 34 produtos de 17 supermercados da região do grande ABC. Apesar da alta, o aumento é a metade do registrado em 2016, na comparação com 2015, quando a Cesta Básica subiu 12,54%.“A crise econômica deste ano fez o consumidor se retrair e gastar menos, o que costuma afetar o desempenho dos preços. Além disso, em 2016, no meio do ano houve muitas altas expressivas, principalmente em produtos afetados pelo clima, que puxaram o preço da Cesta Básica para cima”, explicou o engenheiro agrônomo da Craisa, responsável pela análise da pesquisa, Fábio de Benedetto. Em 2017, o valor médio da cesta foi de R$ R$576,51 reais frente aos R$547,83 de 2016. A alta foi de R$ 28,69.O aumento mais importante, na análise de Benedetto, foi o arroz, que subiu 20,39% no ano. “As reservas mundiais do arroz diminuíram 1% em 2017, justamente quando o comércio mundial foi reativado, principalmente na Ásia, onde, além de grandes consumidores do alimento, muitos países tiveram de reconstruir seus estoques para limitar tendências inflacionárias”, observou.  Assim como o arroz, o trigo é um produto cujo preço no Brasil sofre muita influência dos valores cobrados no mercado internacional. Por isso, os produtos derivados de trigo foram responsáveis pelas principais altas do período. A bolacha maisena ficou 26,85% mais cara, o espaguete subiu 22,49% e o pacote de 1 kg de farinha de trigo teve um aumento de 19,96%. “Precisamos considerar que houve desvalorização do Real, o que torna o produto mais caro”, destacou.A maior queda do período, por outro lado, foi verificada no preço da batata, que ficou 46,27% mais em conta neste ano, assim como a cebola, que teve o preço 31,33% menor, e o feijão, com queda de 12,48%. Benedetto lembra, no entanto, que esses três produtos sofreram grandes altas de preço em 2016, por causa do clima ruim para a plantação, e esses novos preços estimularam os fornecedores a produzir mais. “Mas com o aumento da oferta, o preço tende a cair, e foi o que aconteceu este ano”, disse.O litro de leite longa vida, que ficou 7,20% mais em conta este ano, é uma das principais quedas do período, enquanto as carnes de boi e de frango permaneceram com preço praticamente estável ou pequena queda. A carne bovina de 1ª (coxão mole) quase não sofreu alteração (0,33%) e a carne de 2ª (acém) ficou 2,01% mais barata, já o quilo de frango resfriado, apresentou queda de 2,03%. “Em um momento de crise econômica e demanda enfraquecida, como em 2017, a boa notícia ficou por conta dos preços das carnes e do leite, que ajudaram o consumidor nestes momentos”, concluiu.

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