Chuva culpa transtornos à população

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Uma hora e meia. Esse foi o tempo necessário para que moradores
do Grande ABC, em peculiar os andreenses, sentissem, na tarde
de ontem, os impactos do temporal que atingiu a região. Houve
queda de oito árvores em Santo André, além de alagamentos
pontuais, o que também aconteceu em São Bernardo. Uma vez que de
prática, o trânsito ficou intenso e houve congestionamentos nas
principais vias. Quedas de robustez em diversos pontos e
semáforos desligados complementaram os transtornos.

Na Rua Las Palmas, Vila Palmares, um veículo Escort ficou
completamente destruído em seguida ser atingido por uma árvore, que
caiu durante a vento. Segundo moradores da via, o incidente
já era previsto. “No dia 7, abri chamado na Resguardo Social e no
Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo
André) falando que a árvore estava prestes a desabar, mas ninguém
fez zero. Hoje (ontem), quando começou a chover, já temia pelo
pior. No término das contas deu nisso”, relatou a professora
Sidneya Tizzo Villas Boas, 53 anos, moradora da residência em
frente ao vegetal.

Proprietário do veículo destruído, o mecânico Vinicius Dias,
23, reforçou a sensação de descaso da gestão municipal
em relação à comunidade, tendo em vista a falta de ações
preventivas. “Todo mundo sabia do risco de essa árvore desabar. No
entanto, ninguém da Prefeitura tomou providências. Agora terei
de arcar com o prejuízo. É plangente”, reclamou.

A equipe do Quotidiano contabilizou ainda queda de árvores na Rua
das Monções, no bairro Jardim; na Avenida XV de Novembro,
Núcleo, e na Rua David Campista, na Vila Guiomar.

No início do mês, reportagem do Quotidiano já havia alertado para
os riscos relacionados à queda de árvores. Os problemas são, em
sua maioria, ocasionados pela carência de manutenção por secção
das prefeituras. Segundo levantamento feito junto a quatro
municípios da região – Santo André, São Bernardo, Diadema e
Ribeirão Pires –, de janeiro a novembro, foram registradas 177
ocorrências do tipo, média de uma a cada dois dias.

Por meio de nota, o Semasa destacou que recebeu somente quatro
chamados para verificação de quedas de árvores: na Rua Tefé,
Vila Curuçá; Parque Calcutá, Vila Metalúrgica; Rua Guaporé,
Vila Gilda; e Rua Monte Fortaleza, Vila Francisco Matarazzo.
Outras três vistorias em edificações foram solicitadas pela
população, sendo elas no bairro Camilópolis, Jardim Bela Vista
e Vila Scarpelli.

O único ponto de dilúvio em Santo André ocorreu na Rua
Napoli, Vila Metalúrgica. A Resguardo Social não registrou nenhum
ferido em decorrência da chuva.

Ainda na tarde de ontem, um caminhão caiu no Ribeiro Jundiaí,
localizado na Avenida Engenheiro Olavo Alaysio de Lima, na Vila
Metalúrgica. Cinco viaturas do Corpo de Bombeiros foram
encaminhadas para atender a ocorrência. Ninguém ficou ferido.

 

SÃO BERNARDO

A região mais afetada de São Bernardo foi justamente a que
concentra obras inacabadas do Projeto Drenar, incluindo o
Piscinão do Paço. As intervenções, que deveriam ter sido
finalizadas em 2015, visam rematar com as enchentes na dimensão
meão do município, o que ainda não acontece.

Vias do bairro Rudge Ramos, em São Bernardo, ao lado do
Universidade Anhanguera-Uniban, registraram pontos de
dilúvio, inclusive com grande concentração de lixo. O Quotidiano
denunciou os constantes problemas da dimensão em período de chuva
ao longo deste ano.

O sistema de trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens
Metropolitanos) ficou paralisado no término da tarde entre as
estações Prefeito Celso Daniel-Santo André e São Caetano por
tapume de uma hora, entre 17h e 18h. Neste período, os
passageiros foram atendidos pelo Paese (Projecto de Atendimento
entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência).

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