O que é Autismo? Conheça o TEA

O autismo, ou transtorno do espectro autista (TEA), refere-se a diversos sintomas que afetam as habilidades sociais. Esta condição resulta em comportamentos repetitivos, problemas na fala e na comunicação não-verbal. O distúrbio não atinge todos os pacientes da mesma forma, e não é uma condição singular. Dentro dele, existem muitos subtipos que são influenciados.

O que é Autismo? Conheça o TEA

Neurologista SP
Neurologista: Dr Willian Rezende

O Autismo

Autismo e transtorno do espectro do autismo são termos para um grupo de transtornos causados por problemas com o desenvolvimento cerebral precoce. Indivíduos com uma destas condições podem ter dificuldade em comunicar ou interagir socialmente. Eles também podem ter padrões incomuns de comportamento, interesses e atividades.

Até recentemente, os especialistas identificavam vários tipos diferentes de distúrbios do autismo, tais como autismo, síndrome de Asperger, transtorno desintegrar infantil e transtorno generalizado do desenvolvimento. Mas com a publicação em 2013 da quinta edição do manual de diagnóstico e Estatística de transtornos mentais (conhecido como DSM-5), todos os transtornos autistas foram fundidos no diagnóstico abrangente de transtorno do espectro autista.

Sintomas de Transtornos Autistas

Os sintomas de transtorno do espectro do autismo podem aparecer tão cedo quanto o primeiro ano de vida. Mas pode não ser até que uma criança tenha dois ou três anos de idade—e às vezes mais velho—que os sinais de autismo se tornam evidentes.

Relato de uma Mãe de Autista

“Ser mãe de uma Criança Autista me Transformou”
Ser mãe era meu Sonho, meu desejo.

“Mãe, esse era o meu maior sonho de vida. Incrível, mas parece que não somos mulheres completas como ser humano se não for Mãe. Então, ser mãe sempre foi o maior sonho da minha vida. Eu já estava na tentativa de engravidar fazia vários meses a um longo de tordooso tempo sim, isso é um briga interna com o emocional da mulher. Você se julga o tempo todo, por não dar certo. Como muitos sem querer conseguem e você tentando, fazendo tudo certo, simplesmente não vai. Mas em comemoração de trinta anos de vida (30) justa na minha festa, eu pensei, vou fazer esse pedido ao soprar a vela do bolo.

Logo no dia seguinte, os anjos disseram “amém” e fui abençoada com meu pedido, meu desejo, meu sonho, se tornava ali o primeiro passo para se tornar realidade eu engravidei. Iria ser Mãe! eu uma mamãe. Eu estava feliz com a notícia e pensava que o importante era o meu filho ter saúde – o que envolvia os ultrassons durante a gestação e, depois que ele nascesse, testes como o do pezinho e da orelhinha, que poderiam apontar algum problema.

Gravidez Normal

Tudo correu bem durante a gravidez. Bernardo nasceu, fez uma bateria de exames e os resultados foram normais. Eu fiquei tranquila, afinal, tinha preocupações com o desenvolvimento dele até aquele momento, pois estava certa de que, depois, as coisas aconteceriam dentro do esperado. Na época, nós voltamos a morar em Belo Horizonte, eu comecei a trabalhar e o Bernardo, que tinha 1 ano e 4 meses, foi para a escolinha. Como eu não tive muito tempo para pesquisar colégios, acabei colocando-o em um que não era bom.

Ambiente Escolar para a Criança

Quando ele entrou no ambiente escolar, começou a regredir. O pequeno já dizia algumas palavrinhas, mas parou de falar. Também passou a recusar determinados alimentos e eu achei estranho. Como sou psicóloga, já tinha observado o seu comportamento: ele machucava e parecia não sentir dor, nós o chamávamos e ele não olhava, mas eu sabia que ele não era surdo porque respondia a outros sons, ele apresentava pouco interesse por crianças da mesma idade. Devido a tudo isso, comecei a suspeitar do autismo.

Cheguei a falar com algumas pessoas sobre a minha desconfiança e todos, com exceção do meu marido, acharam que isso era coisa da minha cabeça. Eu sabia que não era. Levei o Bernardo na pediatra, ela também descartou a ideia e pensou na hipótese de surdez. Procurei um otorrino, mesmo sabendo que ele escutava. Nas consultas, o médico já estava falando até mesmo de implante coclear porque acreditava que ele era surdo. Fizemos dois exames com sedação para eu conseguir provar o que já dizia: que o meu filho ouvia porque quando eu o chamava, ele não olhava, mas se tocava a música do desenho da Peppa, ele saia correndo para frente da televisão.

Muita Angustia

Foram meses muito angustiantes onde eu percebia algumas coisas que ninguém validava. Então, depois de sabermos que a audição do Bernardo era normal, fui em busca de uma equipe especializada: um neurologista pediátrico e uma psiquiatra infantil, que é referência em autismo. Os dois foram enfáticos em falar que eu estava certa. No meu caso, ouvir isso me deu a sensação de alívio porque eu sabia que tinha alguma coisa errada e queria descobrir o que era para tomar as providências necessárias. A partir do momento em que tive a confirmação de que não era surdez, e, sim, autismo, comecei a focar nas intervenções. Vejo alguns pais falarem que sentiram-se desolados quando receberam a notícia, mas acho que depende muito de cada caso. É diferente para quem não imagina ter esse diagnóstico do que para quem está buscando uma resposta porque percebe que algo não está certo.

Escola Regular

Hoje, o Bem tem 3 anos, estuda em uma escola regular e por enquanto não tem nenhum mediador na sala de aula. Ele faz várias terapias: acompanhamento com terapeuta ocupacional, integração sensorial, consultas com psicólogas comportamentais e fonoaudióloga, pratica natação, faz musicalização e é acompanhado por uma nutricionista. Eu e o meu marido também fazemos treinamentos de pais com as psicólogas. Percebo que o meu filho tem se desenvolvido e respondido muito bem às terapias. Na época do diagnóstico, quando ele tinha 2 anos, o psiquiatra nos disse que nem poderia afirmar se um dia ele iria falar alguma coisa e, atualmente, ele está desenvolvendo a linguagem – ainda com atrasos em relação às crianças da idade dele, mas está começando a formar frases. Eu não estou trabalhando para poder acompanhá-lo nas atividades rotineiras.

Embora não haja cura para o transtorno do espectro do autismo, educação, gestão comportamental e medicamentos podem ajudar os indivíduos com esta condição.

Alguns indivíduos com distúrbios do espectro autista são capazes de viver de forma independente. Outros lutam para manter as interações sociais normais, comunicação e comportamentos.


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