Clube se consolida com criação do poliesportivo

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Construir complexo poliesportivo era visto pela diretoria como
prioridade para dar sustentação financeira e patrimonial ao
Santo André. Após naufragar na primeira tentativa, quando
comprou a Chácara Assumpção – onde hoje é o Parque Regional da
Criança –, mas não conseguiu erguer a estrutura, no fim dos
anos 1980 a ideia se materializou.

Germano Schmidt, que sucedeu Breno Manoel Gonçalves na
presidência, em 1986, foi quem criou o projeto e com coragem
colocou equipe na rua para vender títulos do clube que só
existia no papel. O poliesportivo seria construído no antigo
Estádio do Jaçatuba, local cedido em comodato pela Prefeitura
por 99 anos e a meta era entregar a obra em 1992.

Germano deu lugar a Jairo Aparecido Livolis, um dos personagens
mais importantes da história do clube e que se mantém na linha
de frente da diretoria até hoje. Assim que assumiu, em janeiro
de 1992, o dirigente prometeu entregar a obra em cinco meses,
com desconfiança dos incrédulos associados. No prazo combinado,
em 16 de maio de 1992, o clube abriu pela primeira vez suas
portas, com conjunto aquático e campo de futebol.

Dezenas de pessoas participaram da inauguração. A confiança da
cidade no desenvolvimento do clube era tão grande que já tinham
sido vendidos 15,8 mil títulos, o que projetava a utilização
por mais de 64 mil pessoas, entre titulares e dependentes.

O espaço de 58 mil metros quadrados passou por enorme
transformação nestes 25 anos. A maior delas aconteceu em 1997,
quando foi inaugurado o Palácio dos Esportes, pavilhão coberto
que conta com academia[1], duas
quadras poliesportivas, quatro pistas de boliche, lanchonetes,
banheiros, além de salas multiuso. A estrutura elevou o
patrimônio do clube e deu tranquilidade para a diretoria tocar
o departamento de futebol profissional.

CENTRO DE TREINAMENTO
Com o poliesportivo funcionando a pleno vapor, o Santo André
solidificou a ideia de contar com local para as categorias de
base. Em 2006, a diretoria assumiu o falido Clube de Campo do
ABC, localizado no Recreio da Borda do Campo, e tinha a ideia
de construir centro de treinamento lá, mas a falta de recursos
impediu que o projeto prosseguisse.

A ideia foi abortada completamente em 2013, quando a área foi
desapropriada pela Prefeitura para construção de estação de
tratamento de água.

Com 470 jogos, Arnaldinho tem nome gravado para sempre
na história

Não é exagero dizer que Arnaldo Ferreira de Souza, o
Arnaldinho, dedicou sua vida profissional ao EC Santo André.
Foram dez anos seguidos – de 1977 a 1987 – vestindo o azul e
branco, fato que o torna o jogador que mais vezes entrou em
campo pelo Ramalhão, com 470 partidas.

Antes de estrear no profissional, em 23 de janeiro de 1977,
Arnaldinho já acumulava três anos nas categorias de base do
Santo André – chegou ao clube aos 15 anos. Morador do Jardim
Santo Alberto – hoje reside no bairro Santa Maria –, ele fazia
do Bruno Daniel sua segunda casa e talvez por isso tenha
conseguido tanta identificação com a torcida.

Meio-campista habilidoso e dono de chute potente, Arnaldinho
ganhou destaque pela quantidade de gols, algo raro para
jogadores da sua posição. Balançou as redes dos adversários 52
vezes, mesmo atuando mais recuado, número que o coloca em
terceiro na lista de principais artilheiros do Ramalhão, atrás
de Tulica, com 63, e Sandro Gaúcho – 58 –, dois centroavantes.

“Para mim é um orgulho muito grande ter conseguido essas marcas
pelo Santo André. Feliz por ser o time da minha cidade, onde
comecei nas categorias de base e passei 13 anos no total. Sou
muito grato por tudo que o clube representa na minha vida, fiz
muitos amigos por lá”, comentou Arnaldinho.

O fim da história do meio-campista com o clube foi em 27 de
janeiro de 1988, quando foi negociado em definitivo com o
Ferroviário, do Ceará.

Recentemente, Arnaldinho, 57 anos, voltou a trabalhar no Santo
André. Ele foi treinador da categoria sub-15. 

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