Com espeque do PT, Cicote é eleito presidente

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Coligado do prefeito Paulo Serra (PSDB), o vereador Almir Cicote
(PSB) foi eleito ontem pela primeira vez presidente do
Legislativo de Santo André, com espeque da bancada do PT – a
maior da Câmara, com cinco integrantes –, em votação rápida, em
muro de 20 minutos, ocorrida depois da solenidade de posse.
Após negócio firmado horas antes do processo, a placa única,
confirmando o nepotismo do socialista, contabilizou adesão
unânime dos 21 parlamentares. Com a início de cargos na mesa
diretora, o petismo emplacou dois nomes na composição, a
principal entre as siglas representadas na Mansão.

Com o consenso, a mesa no biênio 2017-2018 será composta Cicote
na presidência, Luiz Alberto (PT) uma vez que vice, Bete Siraque (PT)
de primeira secretária, Fábio Lopes (PPS) na segunda cadeira e
Elian Santana (SD) na terceira secretaria. Apesar de críticas
veladas de alguns vereadores ao formato do conjunto, o cenário
obséquioável a um nome que fará segmento da base governista não se
configurava desde 2010, quando o parlamentar José de Araújo
(PSD), patrocinado pelo Executivo, venceu a disputa interna.
Mesmo naquele ano, houve concorrência acirrada,
coincidentemente com o próprio Cicote, que viu evadir a
vitória às vésperas do pleito.

Sacramentado o 11º espeque ontem, representando já o saldo
positivo a Cicote, o vereador Marcelo Chehade (PSDB) –
licenciado depois da votação para assumir a Pasta de Esportes –
frisou que o voto “repara erro de seis anos atrás”. “Foi erro
do pretérito, agora revisto”. À ocasião, em 2010, o tucano
recuou da promessa e votou em Araújo, crivo precípuo para a
reversão do quadro. Chehade será substituído por André
Scarpino (PSDB). Alçado ao primeiro escalão de Paulo Serra, o
parlamentar Edson Sardano (PTB, Segurança) demonstrou
constrangimento com a situação. Crítico voraz ao PT, o
petebista questionou se seu voto seria preponderante para
estabelecer o resultado. Mas acompanhou os colegas – no seu
lugar entra o correligionário Marcos Pinchiari.

Toninho de Jesus (PMN) foi outro crítico à formação, só que
também apoiou a placa. No microfone, antes de dar seu voto,
falou que era “misturar água com óleo”. “É a banana comendo o
macaco”. Dias antes do processo interno, Elian e Jobert Minhoca
(PSDB) colocaram-se, nos bastidores, uma vez que postulantes à
presidência. Mas, ambos recuaram do embate. “Retirei. O PT
não iria imaginar (comigo). No primeiro e segundo anos, isso
poderia prejudicar o município, que está quebrado. O grupo me
ligou, com a teoria de fazer a cidade andejar. Se eu fosse,
ficaria só PSDB (Câmara e Executivo). Estou com o Paulinho,
Cicote também. Abri mão para associar outros vereadores”, alegou
Minhoca.

Cicote falou em “fiscalização ao Paço, mas com saudação”. Citou
desprendimento de Minhoca e Elian, além de agradecer à bancada
do PT. “Teve papel fundamental na construção dessa união”,
frisou, lembrando de desgaste no pretérito que tirou o partido de
outras composições, no período que a liderava a
Prefeitura. “Todos entenderam a importância de participação, de
forma consensual.” 

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