Como foi o ano para o segmento de Food Service

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Posso dizer que o ano de 2016 para o Food Service foi, ao mesmo tempo, dinâmico e complicado. Dinâmico porque ocorreram eventos de grande porte no Brasil, sendo o principal deles os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, que movimentaram muito a área de Food Service no país. Uma experiência diferente e completamente satisfatória, pois nunca havia tido a realização de uma Olimpíada por aqui, um evento gigantesco, que fez com que pessoas do mundo todo viessem para cá.

Os segmentos de alimentos, cafés, refrigerantes, etc, tiveram bastante impacto com esses eventos, sem contar os grandes shows e festivais que ocorreram. E a parte complicada foi que houve uma certa acomodação dos negócios, um pouco mais de solidificação dos grandes negócios, e um pouco de movimentação nos pequenos negócios. Nosso setor teve muita gente entrando, se aventurando, tentando uma saída até em função do desemprego que aumentou devido a crise, mas também teve muita gente saindo, pois a economia não ajudou e ficou difícil se manter, uma falta de dinheiro no mercado como um todo.

Mas o mercado do Food Service acaba vivendo um crescente já faz anos, ao contrário da maioria dos setores. Eu digo que isso pode ser explicado pelo fato das pessoas estarem com cada vez menos tempo de cozinhar em casa, e querem usar o tempo livre para outras coisas. E com isso você aumenta a procura por produtos de conveniência, produtos prontos, e tudo mais. Existem várias pequenas empresas querendo trabalhar com congelados, usando o resfriamento, que no passado era um tabu. Então hoje a procura por produtos de boa qualidade, já prontos e com preço aceitável, tem feito esse mercado crescer.

Falando do próximo ano, eu não diria que o cenário para 2017 é tão otimista, mas vejo muita oportunidade para a palavra da vez: eficiência. Enxergo oportunidade principalmente para os pequenos players, que querem produzir melhor, com preço mais em conta, e vender melhor. Semana passada assisti uma reportagem de um cliente nosso no “Pequenas Empresas & Grandes Negócios”, que exemplifica bem isso. Ele tem um restaurante pequeno, dentro de um mercado municipal, em Pinheiros, e atende 500 pessoas.

Ele não tem nenhum garçom, ele faz tudo, o cliente pega a comida no balcão, come nas mesas que estão em volta, depois devolvem os talheres, jogam os descartáveis no lixo e vão embora. Isso é eficiência, seu custo é menor, a pessoa é melhor atendida, come bem, com produtos de qualidade, e paga um valor ali que não teria condição de pagar comendo a mesma coisa em um lugar mais requintado que seria mais caro. Isso mostra uma tendência, fazer as coisas mais eficientemente, tirando custos que podem atrapalhar o seu negócio.

​Abraços,
​​

José Carlos Dias Reis – Mestre em engenharia de alimentos e sócio-fundador da Intellikit​

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