Contra crise, Sto.André vai ampliar a iniciativa privada

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A Prefeitura de Santo André quer ampliar a participação da
iniciativa privada no setor público para driblar a crise e
levantar recursos para ajudar a sanar o deficit público. O tema
foi abordado ontem, durante o 1º Meeting Empresarial, realizado
no Teatro Municipal andreense, que contou com a participação
dos prefeitos Paulo Serra (PSDB) e João Doria (PSDB), da
Capital.

“O objetivo é reconhecer que se faz necessária a maior
participação da iniciativa privada no setor público”, assinalou
Doria em oração de dez minutos que abriu o evento, que tem o
intuito de levantar discussões envolvendo o horizonte do município
nos próximos 30 anos. “E o empresário deve desempenhar seu
papel de cidadania, além de gerar empregos e investimentos para
a cidade, agora e para o horizonte.”

Durante o encontro, o prefeito de Santo André assinou protocolo
de intenções em parceria com o MBC (Movimento Brasil
Competitivo), que tem o objetivo de realizar mapeamento no
sistema econômico da cidade para a injeção de futuras ações do
setor privado na administração municipal através do PMGP
(Programa Modernizando a Gestão Pública). “O agir e não agir é
com vocês (empresários)”, afirmou Claudio Gastal, presidente
executivo do MBC, em tom de sinalização para investimentos na
cidade. A parceria faz secção do projeto Santo André 500 Anos,
que visa planejar o município para as décadas seguintes, e tem
porquê meta a melhoria na eficiência dos gastos públicos, com
efeitos a limitado e a longo prazos.

Entre os temas debatidos pelos presentes no encontro foi a
implantação do Parque Tecnológico de Santo André e o Meio de
Inovação, que, de pacto com Paulo Serra, a tempo embrionária
para a viabilização do projeto será iniciada somente em 2018.
“As incubadoras são o primeiro passo do multíplice”, disse.

Renato Bonaventura, presidente da Rhodia-Solvay Fibras,
Sebastian Soares, sócio líder de mercado empreendedor da KPMG
do Brasil, e Chieko Aoki, presidente da rede Blue Tree Hotels
participaram do evento porquê palestrantes. Companhias porquê a
Pirelli e entidades porquê a Acisa (Associação Mercantil e
Industrial de Santo André) também estiveram presentes.

“Em tempos de crise, não há porquê desvincular o setor privado da
cidade, prova disso é a manutenção de 40 equipamentos públicos,
porquê praças e parques da cidade, que estão nas mãos de
empresas”, disse Paulo Serra, que garantiu ter herdado somente
R$ 28 milénio em caixa no primeiro dia de procuração, além de dívida
de R$ 320 milhões a limitado prazo e R$ 1,7 bilhão em precatórios.
“A tendência é tornar a desestatização da máquina um tanto mais
recorrente. O setor público não pode abraçar tudo”,
complementou Doria.

Questionado a saudação de possíveis empecilhos que travam a
vinda de empresas à cidade, porquê dispêndio de terrenos, problemas
de logística e cimalha dispêndio de mão de obra, o secretário de
Desenvolvimento Econômico de Santo André, Ailton Lima, defendeu
que a localidade possui conjunto de fatores que se sobressaem a
outras cidades. “Temos infraestrutura, risca férrea, boa
capacidade viária e óptimo mão de obra, que é mais faceta do
que em cidades do Interno, por exemplo, porque a qualificação
é maior.”

Outro ponto que está sendo discutido pelo Consórcio
Intermunicipal do Grande ABC, lembrou Lima, é a implementação
de uma lei de incentivo fiscal para as sete cidades. “Queremos
gerar espécie de pacto de não agressão fiscal entre as
cidades”. Ele se refere à proposta de unificar as alíquotas de
ISS (Imposto Sobre Serviços) nas sete cidades. Conforme o
secretário, o projeto está em tempo de discussões nas reuniões
mensais da entidade.  

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