Coruja foragida mobiliza redes sociais

0
197

Uma campanha para encontrar um bicho de estimação está
mobilizando as redes sociais, porém, não se trata de um cão ou
um gato, mais comumente vistos em cartazes de bichinhos
perdidos. A procura é pela coruja Batatinha, pertencente ao
farmacêutico e treinador de aves de rapina Diego Daniel Alves
Bitener, 35 anos, morador da Vila Curuçá, em Santo André – ele
possui autorização do Ibama (Instituto Brasílico do Meio
Envolvente) para a criação.

Ela é uma das aves que Bitener utiliza para trabalhos de
educação ambiental desenvolvidos com crianças, em diversas
unidades escolares. Os outros são um gavião, uma águia e uma
outra coruja conhecida uma vez que coruja-orelhuda (Asio clamator). “A
campanha na rede social teve compartilhamentos no Brasil
inteiro. Tivemos informação de que ela estava na região do
Parque Regional da Criança e Avenida dos Estados. Temos feito
buscas, mas nem sinal dela”, fala Bitener. A procura no parque,
que tem adentrado madrugadas, tem o auxílio de áudios que
reproduzem o som emitido por corujas, na tentativa de atraí-la.

A fuga de Batatinha, pertencente à espécie Suindara (Tyto
furcata), também conhecida uma vez que coruja-de-igreja, aconteceu na
madrugada do dia 6, quando o equipamento de pele que a
mantinha no puleiro se rompeu.

A ave, que tem 2 anos, nasceu em um criadouro em Minas Gerais e
chegou à família com exclusivamente 40 dias de vida. “O nome Batatinha
foi oferecido porque ela era do tamanho de uma batata cozida quando
chegou”, recorda Bitener.

Para afazer a ave com crianças e poder desenvolver com
segurança ações de conscientização ambiental com o público
infantil, Bitener contou com a filha Julia, 6 anos, para ajudar
no treinamento. “Cuidei dela. A gente assistia a desenhos
juntas, estou sentindo muita falta. Ela é muito boazinha,
fofinha e carinhosa”, conta a rapariga. “Ela tem um valor
sentimental muito grande para nós”, acrescenta o pai.

Por ser domesticada, Batatinha é muito dependente,
principalmente para se cevar, o que preocupa muito Bitener.
“Ela até consegue caçar alguma coisa, mas não igual uma vez que se
tivesse uma vida livre”, fala ele, explicando que a alimentação
do bicho se baseia em camundongos e insetos.

“Ela tinha uma suplente de gordura para poder permanecer até sete
dias sem consumir. Acredito que ela possa ter pousado em alguma
lar para se proteger do indiferente e buscar comida e, uma vez que é muito
mansa, alguém ficou com ela”, completa.

Caso isso tenha ocorrido, a pessoa pode enfrentar problemas com
a Justiça. “Toda a documentação dela está em meu nome. Sem a
documentação, ela é uma ave ilícito”, ressalta o fundador.

Bitener espalhou cartazes com a foto de Batatinha por diversos
lugares e avisou as autoridades ambientais sobre o sumiço da
ave, para caso alguém a encontre. A coruja possui a faceta em
formato de coração, é branca e com o dorso marrom. Nas patas
ela está com equipamentos de pele e anilha de identificação.

Se alguém enxergar Batatinha ou souber de seu paradeiro pode
entrar em contato com Bitener nos telefones 98486-3757 ou
99654-3631.  

Coruja foragida mobiliza redes sociais
Avalie esta notícia

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here