SAI pode ser Fechado a Pedido dos Prefeitos da Baixada Santista

SAI pode ser Fechado a Pedido dos Prefeitos da Baixada Santista: Pedido do Condesb será feito ainda neste sábado, 21, ao governo do estado e, caso não acate, cada cidade fechará seus acessos

SAI pode ser Fechado a Pedido dos Prefeitos da Baixada Santista

Os prefeitos das nove cidades da Baixada Santista decidiram pelo fechamentos das rodovias de acesso à região, já no planalto, a turistas e veranistas. A nova medida de prevenção ao avanço do novo coronavírus, Covid-19, foi decidida em reunião por videoconferência na manhã deste sábado, 21.

O pedido deve ser enviado ao governo do estado ainda hoje e, o Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) adiantou que, caso não seja acatado, cada município fechará seus acessos. Na solicitação, os prefeitos pedem o bloqueio nas praças de pedágio da Imigrantes e da Anchieta.

A medida inclui as rodovias Mogi-Bertioga, Rio-Santos, Imigrantes e Padre Manoel da Nóbrega.

Medidas Restritivas

Na quinta-feira, 19, os prefeitos dos nove municípios reuniram-se também por videoconferência e decidiram pela adoção de medidas restritivas contra o avanço do novo coronavírus.

Os prefeitos, então, decidiram em conjunto pelas seguintes medidas:

  • Comércio
    • Shopping
      • Determinação de fechamento com abertura de serviços essenciais como supermercados e farmácias e controle rigoroso de acesso a partir de sexta-feira (20).
    • Academia,
    • Casas Noturnas e
    • Igrejas
      • Determinação de fechamento a contar de sexta-feira, 20.
  • Praias
    • Restrição total de acesso a faixa de areia,
      • incluindo barracas,
      • cadeiras,
      • guarda-sol e
      • ambulantes na praia.
  • Restaurantes, Bares, Similares e Lanchonetes
    • Restaurantes, Bares, Similares e Lanchonetes: Recomendação para os estabelecimentos na cidade com redução de 30% de cadeiras e mesas. Sem prejuízo de medidas mais restritivas conforme o andamento. Incentivar o comércio delivery para pedidos de refeição e demais produtos.

 Acesso à Baixada Santista

Solicitar ao Estado e à Concessionária início imediato de campanha de divulgação e conscientização no sistema Anchieta/Imigrantes para desestimular que as pessoas venham à região, com o objetivo de preservar o sistema de saúde local e a comunidade.

  • Rodoviária
    • Restrição total do funcionamento da rodoviária, observadas as excepcionalidades dos profissionais com serviços essenciais como de saúde e segurança. Será encaminhada carta ao governador João Doria solicitando o atendimento deste pedido por meio da Artesp e concessionária.
  • Turismo
    • Determinação de que ninguém mais entra nos hotéis, pousadas e similares na Baixada Santista a partir de hoje e determinação de suspensão das atividades a partir de segunda-feira (23), com o objetivo de desestimular o uso turístico da região.

Quarentena

Quarentena é a reclusão de indivíduos ou animais sadios pelo período máximo de incubação da doença, contado a partir da data do último contato com um caso clínico ou portador, ou da data em que esse indivíduo sadio abandonou o local em que se encontrava a fonte de infecção.

Controle dos imóveis vazios e de uso ocasional para evitar a vinda de pessoas para cumprimento de quarentena na região.

  • Plano de contingência
    • Acrescentar pedido de mais 14 leitos de UTI para Bertioga, 10 para Praia Grande, 4 para São Vicente e de 20 para Guarujá.
  • Unidades básicas
    • Suspender os atendimentos de rotina mediante agendamento das unidades básicas, com exceção de projetos estratégicos, por exemplo o pré-natal.

O que pode Acontecer após o Pico da Pandemia de Coronavírus Passar?

Autoridades questionam se o novo coronavírus vai desaparecer nos próximos meses ou se novas ondas da pandemia vão surgir

Enquanto aguardam o pico da epidemia de coronavírus na Europa, ou seja, o número máximo de casos, os especialistas se perguntam o que acontecerá a seguir.

Depois que o “tsunami” passar, como descrito pela equipe médica na Itália, a questão é se o número de casos começará a cair ou, pelo contrário, haverá “Réplicas Secundárias” recorrentes.

A diretora geral da agência francesa de Saúde Pública, Geneviève Chêne, admite que “é muito cedo para ter certeza da dinâmica da epidemia”.

“é muito cedo para ter certeza da dinâmica da epidemia”.

Tendo em conta a experiência da China e da Coreia do Sul, os primeiros países afetados, “vemos que há uma dinâmica de um período entre dois e três meses com uma reversão do pico, após medidas muito rigorosas, entre o primeiro e o segundo mês”, explicou em declarações à rádio France Info.

Nesse caso, a queda no número de casos na França começaria em maio.

Na China, a onda parece ter passado. Por vários dias, e até esse final de semana, o país não registrou nenhum caso de infecção local por Covid-19.

Infecção Local é a chamada Comunitária, ou seja, ainda tem casos novos, mas são tratados como viajantes.

Mas o especialista em saúde pública e epidemiologista Antoine Flahault diz que pode ser um período de calma antes de uma nova onda de infecções.

“Será que a China experimentou apenas uma onda anunciadora (…) enquanto a grande onda ainda está por vir?”, questionou na revista médica The Lancet.

Para entender o complexo funcionamento das epidemias, é preciso voltar à gripe de 1918, que, em três ondas sucessivas, deixou quase 50 milhões de mortos e depois desapareceu.

Por que a “grande gripe” desapareceu? É uma pergunta que intriga os matemáticos, incluindo os escoceses William Ogilvy Kermack e Anderson Gray McKendrick, que criaram modelos para entender sua evolução.

Em sua análise, descobriram que uma epidemia desaparece não por causa da “falta de combatentes” – uma situação em que um agente infeccioso desaparece junto com os pacientes que mata – mas por causa da aquisição de “imunidade de grupo”, explica Flahault, diretor do Instituto de Saúde Global da Universidade de Genebra (Suíça).

“A imunidade de grupo é a proporção de pessoas imunizadas contra o vírus (por infecção ou vacina quando existe) necessárias para bloquear qualquer risco de ressurgimento da epidemia”, explica ele à AFP.

Essa proporção depende da facilidade com que o vírus é transmitido de uma pessoa infectada para uma pessoa saudável.

Esquematicamente, quanto mais contagiosa a doença, maior será a proporção de pessoas imunizadas para que a epidemia pare.

Flahault calcula que, no caso do coronavírus, “é necessário entre 50 e 66% de pessoas infectadas e imunizadas para eliminar a pandemia”.

Mas o nível de contagiosidade (chamado ‘R’) varia ao longo do tempo em função das medidas sanitárias que se aplicam (quarentena, medidas de barreira, confinamento) e também das condições climáticas.

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