De Luís Pereira a Ricardo Goulart, os craques que vestiram a camisa

Centenas de atletas vestiram a camisa do Santo André. Alguns se
destacam pela longa permanência no clube, como o meia
Arnaldinho (1977 a 1987), que com 470 jogos é o recordista,
outros por emprestar a experiência em momentos de afirmação da
equipe, como Luís Pereira (1986 a 1988), um dos grandes
zagueiros do Brasil, e Wladimir (1986), lateral é ídolo no
Corinthians.

Entre os preferidos dos torcedores estão aqueles que
conseguiram criar identidade com o clube, casos dos volantes
Rotta (1983 a 1984 e de 1986 a 1987) e Ramalho (1997 a 2007 e
2013 a 2015) e do goleiro Julio César (2003 a 2006 e 2009 a
2010).

“Meu contrato com o Juventus estava acabando em 2002 e tive
proposta do Flamengo. Sempre fui flamenguista. Mas o Sérgio
Soares tinha acertado com o Santo André, me ligou e falou se
tinha interesse. Concordei, sempre ouvi falar bem. Mas nunca
imaginei que se tornaria laço tão forte”, revelou o
ex-arqueiro.

Torcedores mais antigos lembram com carinho de Tonho, Robertão,
Celso Cachimbo, Fernandinho, Bona, Elcio, Gaúcho, Esquerdinha,
Ivanzinho, Lance, Mazolinha e Tulica. Um pouco mais recente, de
Maurício, Bigu, Roberto Ramos, Jorginho, Jajá, Sandro Gaúcho,
Da Guia, Dedimar, Sérgio Soares, Fernando e Elvis. Na última
década, as referência são Marcelinho Carioca, Branquinho, Bruno
César, Gil, Rodriguinho, Neneca, Cicinho e Nunes, entre muitos
outros.

REVELAÇÕES

A base ramalhina, que está nos planos de ser revitalizada para
servir ao profissional e fortalecer os cofres do clube, lapidou
grandes talentos, sobretudo a partir dos anos 2000. São os
casos de Júnior Costa, Júnior Caiçara, Pará, Alex Bruno,
Cesinha, Willians, Richarlyson, Adauto, Tássio, Maikon Leite e
Júnior Dutra. Destaques para Vitor Hugo e Ricardo Goulart, que
integraram o elenco vice-campeão paulista ramalhino e chegaram
à Seleção Brasileira. Enquanto o zagueiro foi campeão
brasileiro e da Copa do Brasil pelo Palmeiras e está na
Fiorentina, da Itália, o atacante foi bicampeão nacional pelo
Cruzeiro e atua no futebol chinês.

ESTRANGEIROS

Alguns gringos merecem menção, sobretudo pela boa relação com a
torcida, como o boliviano Pablo Escobar e o argentino Mário
Jara. Já os também hermanos Mariano Torres e Trípodi tiveram
passagens discretas.

Loucos, apaixonados, ramalhinos

Em 50 anos de Santo André, o que não falta são histórias entre
torcedores. E o clube pode se orgulhar de ter torcida fanática
que, de fato, tem o Ramalhão como a única paixão futebolística.
“Você pode trocar de carro, de casa, mas nunca de time de
futebol”, conta Eduardo Braghirolli, o Esquerdinha, um dos mais
icônicos torcedores da equipe.

São mais de 1.000 jogos em todos os cantos do Brasil e da
América do Sul na conta para Esquerdinha, que se orgulha em
dizer que foi o único torcedor ramalhino que topou enfrentar
27h de viagem para acompanhar o time na partida contra o Cerro
Porteño, no Paraguai, pela Libertadores de 2005. “Me chamaram
de louco, falaram que eu ia morrer, mas não me importei”, diz o
torcedor, 54 anos.

Reconhecido por suas fantasias feitas por ele mesmo,
Esquerdinha irá comemorar o aniversário do Santo André do seu
jeito. “Vou espalhar 50 faixas pela cidade, pelos 50 anos do
time”, prometeu o torcedor, que vai confeccionar o material.

Já Mauricio Noznica, 39, inovou na forma de incentivar o clube
do coração. Ao se unir com outros quatro amigos e torcedores do
Santo André, surgiu a banda de rock Visitantes, que já lançou
dois discos com canções dedicadas ao Ramalhão.

“Usamos a música para contar histórias da arquibancada e de
personagens do Santo André”, explica Noznica. No dia 30 de
setembro, a banda fará parte da festa em comemoração ao
aniversário do time tocando pela primeira vez versões acústicas
de suas músicas.

Entre as torcidas organizadas, a mais antiga é a TUDA (Torcida
Uniformizada Dragão Andreense), que completa 36 anos na
quarta-feira. E seu presidente, Ovídio Simpionato, 63, também
tem lugar marcado entre os torcedores mais icônicos do Santo
André. O que hoje é paixão começou com visita despretensiosa a
Catanduva, na final da Série A-2 do Paulista de 1975.

“Nem gostava direito de futebol, mas fui ver um jogo entre
Catanduvense e Santo André, um 0 a 0 sem muitas emoções”,
relembra Ovídio, que também marcou presença no jogo de volta,
no Estádio Bruno Daniel, quando o Ramalhão foi campeão.

Desde então, o torcedor acompanhou mais de 800 partidas,
citando algumas inesquecíveis como o empate heroico por 4 a 4
contra o Palmeiras na Copa do Brasil de 2004 e o título do
Paulista da Segunda Divisão em 1981, contra o XV de
Piracicaba. 

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