Depois chuva, hora é de calcular prejuízo

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Moradores de Mauá e Santo André, atingidos pela tempestade que
castigou os dois municípios na tarde de terça-feira, ainda
sofriam ontem com os transtornos e contabilizavam prejuízos. A
equipe do Diário percorreu as ruas mais atingidas e encontrou
diversos problemas, uma vez que árvores caídas e muita vasa e sujeira
nas áreas alagadas.

Na Rua Adelino Fontoura, na Vila Guaraciaba, em Santo André,
uma árvore caiu no meio da rua e interditou trecho da via. De
consonância com o ator Reginaldo Ferreira, 41 anos, já há qualquer
tempo a árvore dava sinais de que poderia desabar. “O temporal e o
vento derrubaram. Nós tínhamos pedido várias vezes para a
Prefeitura tirar, mas sempre falava que não podia fazer zero.”

Com a queda, fios da rede elétrica se romperam e a robustez foi
cortada em um trecho da rua. A vendedora Alemis Otramario, 67,
reclamou dos transtornos. “Estamos sem luz e telefone desde as
16h de terça-feira e ninguém faz zero”, disse.

No mesmo bairro, mas na Rua Antônio Barreiros, outra árvore
caiu e atingiu o telhado de duas casas vizinhas. O músico
Donizetti de Souza, 60, morador de uma das residências,
reclamava do prejuízo com as telhas quebradas com o impacto.
“Quando ouvi o fragor saí de mansão e vi que a árvore tinha
caído. Já fui para a rua buscar o coche da minha filha. Já
pensou se tem qualquer fio de robustez no chão?”

Na Vila América, mais precisamente na Rua Nilo Peçanha, o
técnico em eletrônica Lauro Sazaki, 60, contou que teve a mansão
invadida pela água da enchente. “O Córrego Guarará transborda
sempre, e em questão de três minutos a água chega a dois metros
de profundeza. Sorte que desta vez não foi tão poderoso e não passou
de 1,5 metro. Mas prejuízo sempre tem, com comida e móveis. Na
oficina que tenho nos fundos também perdi alguns aparelhos”,
lamentou.

Já em Mauá, no Núcleo, um posto de gasolina que fica em frente
ao Teatro Municipal foi completamente tomado pela água. A
farmacêutica Camila de Assis, 26, ainda limpava a vasa que
invadiu as lojas de conveniência e de espetos, além de petshop,
que ficam no posto, e já fazia as contas do prejuízo. “Entre
mercadorias e equipamentos, passa dos R$ 500 milénio. É um descaso
totalidade em Mauá, porque não limpam o piscinão”, afirmou.

O Daee (Departamento de Águas e Virilidade Elétrica), responsável
pelo piscinão, afirmou, em nota, que o transbordamento foi
causado pelo cocuruto índice de chuva. Ainda segundo o enviado,
o equipamento passou por limpeza e desassoreamento em 2016. No
entanto, a equipe do Diário encontrou acúmulo
de lixo e mato no piscinão, além de o reservatório estar
assoreado. 

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