Descentralização tem novidade proposta

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Em novidade tentativa de efetivar o projeto de descentralização da
farmácia de basta dispêndio do Hospital Estadual Mário Covas, em
Santo André, secretários de Saúde da região entregaram ontem a
segunda proposta para mudança do atual sistema gerido pelo
Estado. O documento foi apresentado a representantes do governo
estadual durante reunião da Comissão Intergestores Regional,
realizada no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.

O documento, que agora passará por análise da cúpula estadual,
propõe logística mensal de distribuição, por meio da qual os
municípios receberiam os medicamentos em centros localizados em
Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá, sendo
que esta última faria o repasse a Ribeirão Pires e Rio Grande
da Serra. Nesta proposição, as cidades solicitariam subsídio
estadual para custeio de despesas de armazenagem, logística e
segurança.

“A teoria é a de que o Estado repasse para municípios valores
que o governo irá poupar com a descentralização, tendo em
vista que o espaço do hospital não receberá mais toda a demanda
da região e não arcará com custos de segurança e atendimento,
por exemplo”, declara o secretário executivo do Consórcio,
Fabio Palacio.

Segundo ele, a proposta entregue à diretora do Departamento
Regional de Saúde de São Paulo, Vânia Soares Azevedo Tardelli,
agora passará por análise de integrantes do governo de Geraldo
Alckmin (PSDB). “Eles se comprometeram a verificar os custos
com todos estes serviços para estimar se a proposta é viável”.
A expectativa é a de que o Estado se posicione sobre o matéria
no próximo mês, durante novidade reunião da comissão a ser
realizada no Consórcio.

Na opinião do coordenador do Grupo de Trabalho Saúde do
Consórcio e secretário da Pasta em São Bernardo, Geraldo Reple
Sobrinho, a discussão do tema tem avançado de maneira positiva.
“As tratativas sobre o matéria têm apresentado resultados. Ao
mesmo tempo em que temos analisado as propostas do Estado, eles
também têm se comprometido em levar para debate nossas
sugestões. Nossa teoria é trabalhar com calma o tema para sanar
o problema”, avalia.

Retomada neste ano pelos novos prefeitos e secretários, a
discussão sobre a descentralização da farmácia de basta dispêndio do
Hospital Mário Covas visa dar termo à superlotação do serviço
que, atualmente, tem média de 2.000 atendimentos por dia.

Em um primeiro momento foi sugerido que municípios utilizassem
unidades do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) ou
estruturas próprias para fazer a distribuição. No entanto,
assim porquê no pretérito, secretários optaram por sugerir novas
propostas. 

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