Diego procura recomeço depois susto

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Dia 10 de fevereiro de 2016. Quarta rodada do Campeonato
Paulista da Série A-2. O até então líder Santo André visitava o
Batatais, em duelo entre times invictos na competição, no
Estádio Osvaldo Scatena. O jogo se encaminhava para o término,
empatado em 1 a 1, quando aos 44 minutos do segundo tempo, em
dividida com atacante adversário, o goleiro Diego caiu e não
levantou. A torcida lugar achou que era cera. Entretanto, era o
início de pesadelo na curso do arqueiro, que deixou o lugar
diretamente para o hospital.

A princípio, tratava-se unicamente de um edema. Alguns dias depois,
o susto: suspeita de trombose – formação de um coágulo
sanguíneo em uma veia, que bloqueia o fluxo e pode ocasionar
amputação ou até a morte. Assim, o goleiro de 34 anos, que
vinha se destacando nos quatro jogos até ali, acabou
imediatamente internado e perdeu o restante do torneio.

“Foi um susto, porque estávamos tratando um edema ósseo. Fomos
no médico para fazer um raio-x de rotina, para controle da
lesão. Fui com a roupa do clube e fiquei internado. Quando
passa para a família pega todos de surpresa, porque achavam que
era situação possível de resolver em dez dias, só que aí é pego
com o risco não de perder um campeonato, mas perder a vida.
Então foi muito mais sério, mobilizou a família toda, o clube
todo”, relembra Diego, que teve de tomar anticoagulante por um
tempo, até que após dois meses de tratamento foi descartada a
trombose, mas apareceu um pequena fratura.

“Passei leste ano praticamente inativo, fazendo unicamente quatro
jogos, mas graças a Deus todos os problemas foram descartados e
estou em forma para disputar o Paulistão”, disse o goleiro, que
logo após o término da Série A-2 e do título andreense, renovou
contrato para 2017. “Depois de tudo o que aconteceu neste ano,
só de estar voltando, estar capaz, em condições de ter uma
rotina de desportista novamente, é o maior lucro. E estou entusiasmado
para leste Paulistão, que é um campeonato muito bom,
visibilidade boa e espero fazer ótimo torneio.”

Revelado no Flamengo, fez 183 jogos na equipe carioca entre
2002 e 2009. Depois, se firmou Avaí entre 2012 e 2015. Agora,
procura reencontrar grande sequência no Ramalhão. Para isso, deu
início à pré-temporada há três meses, enquanto os colegas de
posição Zé Carlos e Hugo começaram há duas semanas. “Desde
setembro comecei a minha, particularmente, por motivo desse
longo período de inatividade.”

Aliás, sobre o colega Zé Carlos, que chegou ao clube no início
do ano justamente para substituí-lo, Diego confirmou que existe
uma amizade de longa data. “Conheço o Zé desde o Avaí, fiquei
feliz com sua contratação para cá. Estamos cá pelo trabalho
que fez, foi importante no nosso entrada. Vai ser luta sadia,
cada um procurando seu espaço, querer crescer e quem tende a
lucrar com isso é o Santo André”, concluiu. 

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