A História aconteceu mais ou menos assim, lá em Julho de 2004… Uma escavadeira a serviço da Prefeitura de Diadema rompeu às 16h30 de um quarta-feira uma tubulação de gás natural da Congás, na avenida Piraporinha, em Diadema.

Duto de Gás Rompeu em Diadema

O Estrondo do Rompimento, semelhante ao som de uma explosão, causou pânico na redondeza e nos passageiros dos trólebus que passavam pelo local. Trecho de cerca de um quilômetro da avenida foi isolado e o trânsito teve de ser desviado. Na mesma quarta-feira à noite, ainda havia o risco de a avenida amanhecer interditada. Técnicos da Comgás levaram três horas e meia para conseguir controlar o vazamento, é sabido hoje que Ninguém se feriu.

Interdição e o Trecho da Avenida entre o Corredor ABD

A interdição atingiu o trecho da avenida entre o Corredor ABD e o Extra Piraporinha. Os passageiros tiveram de descer dos trólebus e seguir a pé pelas ruas paralelas. Empresas e estabelecimentos comerciais das proximidades foram evacuados.

Nas mais de três horas do vazamento, a concentração de gás no ar chegou a 65%, sendo que o limite máximo tolerável é de 20%. A situação, de acordo com os bombeiros era de alerta, apesar de o risco de explosão ser maior quando o índice chega a 100%. Quem estava por perto se queixou de dor de cabeça. O barulho do vazamento assemelha-se ao de uma turbina de avião. O ruído chegou a 120 decibéis numa distância de 60 metros do ponto do rompimento. De acordo com os técnicos, é pouco menor do que o de uma pista de aeroporto.

“Foi por isso que decidimos evacuar a empresa”, disse o técnico de segurança do trabalho da Parasmo. A empresa fica em frente ao local do acidente. Além de dispensar os 120 funcionários, a direção esvaziou a creche dos filhos dos empregados. “Tínhamos 20 crianças lá dentro”. Na Inylbra, os funcionários com postos de trabalho no galpão mais próximo à avenida Piraporinha foram deslocados aos fundos.

 

A tubulação foi perfurada durante as obras viárias para ligação do Corredor ABD à avenida Alda (divisa com São Paulo). O então secretário de obras de Diadema, Luiz Carlos Theophilo, afirmou na época que os desenhos cedidos pela Comgás à Prefeitura não indicam que a tubulação perfurada ficava a menos de 20 centímetros de profundidade do asfalto.

“O mapeamento da rede de gás da empresa é falho”. A Comgás, por meio da assessoria de imprensa, rebateu o argumento do secretário, e afirmou que os mapas são precisos.

 

A empresa teve muita dificuldade na época e de fato não soube dizer porque os técnicos da Comgás não conseguiram fechar a válvula próxima ao vazamento, que só foi controlado por volta das 20h.

Eles necessitavam fechar seis válvulas para iniciar os trabalhos de manutenção. A primeira válvula fechada foi a localizada na via Anchieta.

No momento do acidente, os operários da Construtora Araguaia – responsável pela realização da obra – trabalhavam no prolongamento do canteiro central da avenida Piraporinha. “Quando o rapaz percebeu o estouro, pulou da escavadeira e saiu correndo”, contou o chefe da divisão e fiscalização da obra Severino Luiz de Lima.

A Cetesb (Campanhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), por meio da assessoria de imprensa, informou que pode autuar a Comgás se constatar irregularidades. Após o vazamento desta quarta, três técnicos compareceram ao local.

 

O Trânsito no Local

Trânsito – A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), por meio da assessoria de imprensa, informou que o vazamento afetou o deslocamento de 70 ônibus que fazem os trajetos Santo André-Diadema, Ferrazópolis-Jabaquara e Piraporinha-Jabaquara, mas não soube dizer quantos passageiros foram prejudicados.

Você se Lembra Quando? Duto de Gás Rompeu em Diadema

Já o fluxo de veículos foi desviado, de acordo com o Departamento de Trânsito de Diadema, pela avenida Antônio Piranga para quem vinha do Centro e para as ruas Antônio Dias Adorno, Dona Ruyce Ferraz Alvim e avenida Roberto Gordon para quem vinha de São Bernardo.

Barulho foi ‘aterrorizante’

O engenheiro mecânico Gilberto Galhardo, 50 anos hoje provavelmente com mais de (65 anos), almoçava na Churrascaria Boaideiro (em frente ao local do acidente) no momento do rompimento da tubulação de gás. Ele afirma que ligou do celular para os bombeiros e Defesa Civil de Diadema assim que ouviu o barulho. “Achei que era uma explosão.”

Galhardo disse que o barulho foi “aterrorizante” e que quem estava no restaurante ficou em pânico ao ver o operário que dirigia a escavadeira sair correndo da máquina enquanto o gás vazava. “Quando os bombeiros chegaram não podiam fazer nada, porque não sabiam onde ficavam as válvulas da tubulação para fechar o gás.”

Pelo menos 20 pessoas estavam trabalhando no restaurante, que foi evacuado meia hora após o acidente. Mesmo assim, Galhardo permaneceu por mais duas horas no local, impedido de ir embora. Seu carro estava no estacionamento da churrascaria, que foi isolado.



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2 COMENTÁRIOS

  1. Foi por isso que decidimos evacuar a empresa”, disse o técnico de segurança do trabalho da Parasmo.
    A empresa fica na frente do ponto do acidente! Além de dispensar os 120 funcionários, a direção esvaziou a creche dos filhos dos empregados. “Tínhamos 20 crianças lá dentro”. Na Inylbra, os funcionários com postos de trabalho no galpão mais próximo à avenida Piraporinha foram deslocados aos fundos.

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