E Palhaçaria, o que é? – espetáculos de palhaços no Sesc Santo André

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E Palhaçaria, o que é? – espetáculos de palhaços no Sesc Santo André

 

Nos últimos meses o Sesc Santo André foi palco das mais diferentes linguagens do circo. Malabares e objetos voadores foram vistos nos espetáculos do Malabaristicamente entre fevereiro e abril. Mágicas e truques mirabolantes foram executados nos números do Magicamente, durante maio e junho. Pulos, rolamentos, saltos e acrobacias preencheram a programação de setembro com o projeto Acrobaticamente. Agora, em novembro e dezembro, chegou a hora de apresentarmos um dos protagonistas das artes circenses, responsável por divertir o venerável público: sim, estamos falando do palhaço.E Palhaçaria, o que é? Assim é chamada a série de espetáculos apresentados gratuitamente no Sesc Santo André que exaltam a arte milenar do palhaço. Milenar pois, no Egito Vetusto, há cinco milénio anos, os pigmeus já se enfeitavam com roupas de pele de animais e faziam suas palhaçadas para os sacerdotes e faraós. Na China, a dinastia Zhou (1046-256 A.C) tinha seu palhaço na Incisão Imperial, espargido por Yu Size. Nas ruas da pólis na Grécia Antiga também era verosímil encontrar personagens adornados, com falas exageradas e interações cômicas com os transeuntes. A prática logo ganhou a Roma e se espalhou por toda a Europa nos séculos seguintes. No Brasil, são inúmeros os palhaços que marcaram era e divertem gerações de plateias. Atualmente, os palhaços estão nos palcos, ruas, escolas, circos e até em hospitais. Mas por fim, o que é palhaçaria? O Sesc Santo André oferece múltiplas respostas ao apresentar números de palhaços do Grande ABC e outras regiões de São Paulo. A programação tem inicio no feriado, dia 2 de novembro, com o Cabaré de Variedades Palhacísticas, número do grupo Clownbaret que apresenta esquetes de autoria própria e histórias clássicas do universo dos palhaços. No mesmo final de semana, dia 3, a Família Burg apresenta um trio de palhaços que se prepara para uma performance de supino nível – ao estilo dos palhaços, é simples – no espetáculo Acrobatas.No dia 16 de novembro, a unidade recebe uma filarmónica de palhaços, composta por unicamente um integrante. É o espetáculo Orquestra do Jerônimo: uma inusitada filarmónica de um varão só, uma obra do Circo Caramba. No palco, o palhaço Jerônimo toca instrumentos zero convencionais, porquê violão com corpo de bacia, gaita de pente, balde de lixo, buzinas e outras coisas inusitadas. O inusitado também é tema do espetáculo Meninas, com a Trupe DuNavô, que apresenta uma dupla de palhaças empenhada em uma tarefa complexa e enxurrada de estratégias: estender as roupas no varal.Estes são unicamente alguns destaques da palhaçada que acontece no Sesc Santo André entre novembro e dezembro. E Palhaçaria, o que é? Confira a programação completa do projeto.E Palhaçaria, o que é?De 2 de novembro a 30 de dezembro, no Sesc Santo André.Gratuito. Livre para todos os públicos.EspetáculoCabaré de Variedades Palhacísticas, com Clownbaret.Dia 2/11, sexta-feira, às 16h.Na Espaço de Convívio.O espetáculo apresenta números e esquetes de autoria própria além de releituras de esquetes clássicas. Cada apresentação conta com a participação de convidados especiais, que promovem a variedade, o intercâmbio e a variedade da linguagem circense.A Clownbaret é uma companhia paulista criada em 2009 que desenvolve sua pesquisa na linguagem do palhaço. Nasceu porquê um cabaré mensal  estruturou-se com um elenco fixo menos de um ano depois. Hoje, conta com quatro espetáculos com a direção de Gabriela Winter, fundadora e facilitadora de workshops e treinamentos para artistas e também curiosos. No transcursão destes anos O Clownbaret percorreu diversos festivais, porquê o Volta Sesc de Artes 2017, além de temporadas em teatros, apresentações em museus, praças, escolas, ongs e projetos sociais.IntervençãoAcrobatas, com Família Burg.Dia 3/11, sábado, às 16h.Nos espaços do Sesc Santo André.Toda performance de virtuose deve ser muito preparada e disso os palhaços entendem muito. Distensão, organização do espaço do público, aquecimento, zero pode faltar para que um grande salto mortal saia perfeito.A Família Burg é formada por Ivens Burg Cacilhas, Hugo Burg Cacilhas e pela atriz Joana de Toledo Piza. No ano de 2001 iniciam seu trajectória porquê palhaços através da pesquisa intitulada “A descoberta do Clown pessoal” orientada por Ricardo Pucetti do LUME-TEATRO e desde portanto vem aprimorando o tirocínio da comicidade, seja através de gag`s , reprises, números, entradas ou espetáculos. Integrante do quadro de companhias da Cooperativa Brasileira de Circo, a Família Burg conquista visibilidade em importantes festivais de circo porquê a Palhaçaria Paulistana, o Festival de Circo de Limeira, Viradela Cultural Paulista, Volta Cultural Paulista e Volta Sesc de Artes.EspetáculoMáquina de Brasilidades, com Clownbaret.Dia 15/11, quinta-feira, às 16h.Na Espaço de Convívio.A máquina de brasilidades sorteia e apresenta temas da cultura brasileira. Funciona somente quando acionada por alguém do público. Para saber o que vai intercorrer, é só retirar a alavanca. A Máquina de Brasilidades é inspirada nas máquinas caça níquel, e conta com sete palhaços, sendo três deles músicos. Puxada a alavanca, temas da cultura brasileira porquê frevo, boi bumbá, pisadeira, guaraná, peteca,catira, bloquinhos de carnaval, bossa novidade, Raul Seixas, capoeira, literatura de cordel, quadrilha, joeira entre outros que são sorteados pela máquina. Depois uma brevíssima definição do tema sorteado, os palhaços saem de dentro da máquina e apresentam uma esquete, com cenas acompanhadas pelos músicos.IntervençãoA Orquestra do Jerônimo: a inusitada filarmónica de um varão só, com Circo Caramba.Dia 16/11, sexta-feira, às 16h.Nos espaços do Sesc Santo André.Um homem-banda já é um tanto bastante excêntrico. Agora, imagine quando um palhaço se mete a querer tocar vários instrumentos ao mesmo tempo. E se esse palhaço for o Jerônimo, a loucura é ainda maior, já que ele vai utilizar instrumentos zero convencionais: violão com corpo de bacia, gaita de pente, balde de lixo, forma de pizza, buzinas, tampas de panela, chocalho e muito mais.A companhia Circo Caramba, sediada no província de Barão Geraldo (Campinas-SP), foi criada em 2009 por Thiago Sales, com o objetivo de dar perpetuidade a seu trabalho porquê palhaço e desenvolvê-lo. Da parceria entre Thiago e Márcio Parma, surgiu o primeiro espetáculo do Circo Caramba, intitulado “Caramba, quanta bobagem!”, que conta com a direção de Esio Magalhães (Barracão Teatro) e estreou no ano de 2010. Em 2014, o Circo Caramba montou o espetáculo “Jerônimo Show”, trabalho solo de Thiago Sales, cuja estreia foi realizada no Festival Internacional Sesc de Circo. As atuações do Circo Caramba são marcadas por uma forma própria e contemporânea de informação com o público e pela originalidade com que trazem à cena ideias e técnicas clássicas do universo do circo e da palhaçaria. Os trabalhos que compõem o repertório da companhia utilizam diversas modalidades circenses, além da música, que, explorada a partir da lógica e do olhar do palhaço, diverte e encanta crianças e adultos.ntervençãoMeninas, com Trupe Dunavô.Dia 17/11, sábado, às 16h.Nos espaços do Sesc Santo André.Em um quintal qualquer da cidade, encontram-se baldes espalhados, vassouras, pregadores de roupas e um rádio velho. Ali se encontram também Pamplona e Elisa Betana, duas palhaças a lavar e levar a vida, enquanto lidam com uma rima de roupas a serem cuidadas e estendidas no varal. Ops, mas cadê o varal? Porquê terminar esta grande tarefa?A Trupe DuNavô tem porquê objetivo difundir sua pesquisa para além do estereótipo coletivo do palhaço bonitinho e ingênuo, brincando em qualquer lugar, a qualquer hora e de várias formas, desbravando o caminho do ser Palhaço hoje. Formada por Gabi Zanola, Renato Ribeiro, Gis Pereira e Vinicius Ramos, nasceu em 2010 no Programa de Formação de Palhaços para Jovens Doutores da Alegria, partindo do libido de aprofundar a linguagem do palhaço. Desde portanto, a Trupe tem sem apresentado em diversos festivais porquê IV Entoada Nordestina SCS, Viradela Cultural Paulista de São Caetano do Sul, Festival Pátrio de Teatro de Campo Limpo, Festival Pátrio de Teatro de Jales, Festival Pátrio de Teatro de Limeira, Festival Risadaria, entre outro, além de apresentações em diferentes unidades da Rede Sesc SP.EspetáculoMisterius, com Família Burg.Dia 20/11, terça-feira, às 16h.Na Espaço de Convívio.Mistérius é o nome do espetáculo de magia cômica da Família Burg que traz para o palco a arte de encenar truques de desaparecimento e transformações utilizando objetos e pessoas. Nesta apresentação, o protagonista e sua assistente tropeçam entre passes de mágica, hipnose, e tantas outras técnicas a serviço do humor e da diversão. Uma apresentação de circo que dialoga com as formas espetaculares do show de mágica, colocando em cena objetos inusitados e trajes chamativos, inspirados em Harry Houdini, que revolucionou os truques de mágica.IntervençãoCIR.COM.PASSO, com Trupe KoskowskyDia 1/12, sábado, às 16h.Nos espaços da unidade.Na linguagem popular do circo de rua, palhaços, malabaristas e acrobatas realizam esquetes cômicas e acrobacias que divertem o testemunha. Com instrumentos musicais e outros adereços, os artistas convidam o publico a interagir e viver novas experiências.EspetáculoBeto Carreto, com Trupe Dunavô.Dia 2/12, domingo, às 16h.Na Espaço de Convívio.Dois irmãos estão diante de um grande dilema deixado pelo pai no momento da partilha da legado da família. Duas personalidades muito distintas e um grande repto: por fim, quem estaria pronto para se tornar o novo proprietário do Carreto que pertencera ao pai durante anos? Claudius alega ser o mais habilidoso. Enquanto Clóvis, aposta em sua força. Em meio a uma divertida disputa, com muitas trapalhadas, esses dois palhaços irão das um show de habilidades.Seguindo sua traço de pesquisa sobre a linguagem do palhaço e a rua, o espetáculo Irmãos Carreto é inspirado no universo dos catadores de materiais recicláveis, sucatas e andarilhos das grandes cidades. Figuras presentes no imaginário dos grandes centros urbanos, mas que muitas vezes passam desapercebidos ou até desumanizados.IntervençãoLos Atadas, com Trupe Irmãos Atada.Dia 22/12, sábado, às 16h.Na Espaço de Convívio.Uma verdadeira “palhaceata”, esta é a proposta dos Irmãos Atada para esta mediação em forma de cortejo. Nela, os palhaços da Trupe vêm paramentados de Mariachis Mexicanos, e saem à procura do melhor sítio para sua apresentação músico. Enquanto procuram, vão convidando as pessoas e improvisando pequenas cenas circenses.Formada pelos atores e palhaços Anderson Spada, Emerson Almeida, Paulo Ygar e Sandro Fontes, a Trupe Irmãos Atada surgiu em 2010 e se dedica à pesquisa e treinamento da linguagem cômica. A Trupe tem em seu repertório quatro espetáculos, sendo: “Três Variando”, “Jacinto numa ilha”, “Cabaré Trupe Irmãos Atada” e “Bang Bang à Pastelana”, que será apresentado no Volta Cultural Paulista nos meses de maio e abril.EspetáculoCaixa de Pandora, com Cia. Circo do Asfalto.Dia 23/12, domingo, às 15h.Na Espaço de Convívio.Nessa edição, cinco palhaças, vindas de diversas partes do Brasil: Bahia, Tocantins, Brasília e Santo André, em cena dividem com o público as surpresas que tiram de dentro de uma caixa – A Caixa de Pandora. O espetáculo é um projeto que nasceu em 2015, idealizado por Fran Pelágico, palhaça Francisquinha (Circo do Asfalto), que tem por objetivo reunir mulheres que pesquisam palhaçaria e a dramaturgia da comicidade feminina dentro do universo circense e de rua. Os espetáculos são construídos a partir do repertório de cenas trazidas por cada artista convidada, e novas cenas criadas a partir do encontro. Com mais de 23 edições, Caixa de Pandora é a junção das diversas texturas do universo Feminino.Da inquietação artística do parelha Fran e Douglas Pelágico surge, em 2008, a companhia Circo do Asfalto, tendo porquê foco principal a pesquisa nas artes circenses de rua e na cultura popular brasileira. Com quatro espetáculos em sua bagagem profissional, a companhia já circulou por todas as regiões brasileiras e diversos países da América Latina, apresentando-se em mais de milénio e quinhentas cidades, através de produções independentes, prêmios e editais de incentivo à cultura municipais, estaduais e federais, sempre buscando levar a arte a pequenas comunidades, vilarejos, aldeias, quilombos e outras cidades fora da rota tradicional de artes no Brasil. Presente nas principais entidades culturais, festivais e convenções de circo da América Latina, a companhia consolidou-se porquê referência e hoje mantém um espaço cultural independente, onde recebe artistas de todo o mundo para espetáculos e oficinas.EspetáculoLavadeiras têm Poder, com Cia. 3 Entradas.Dia 30/12, domingo, às 15h.Na Espaço de Convívio.O espetáculo é constituído por um prólogo em que a trupe de palhaças da Cia 3 Entradas decide refletir sobre temas importantes do nosso mundinho contemporâneo. Assim, selecionam e argumentam, de forma burlesca, frente ao público, sobre a escolha dos temas. As esquetes buscam provocar a percepção para a noção de que há muitas vendas em nossa forma de olhar e que vivemos, tantas vezes, numa absoluta facciosismo moral, onde os maiores beneficiados são os que detêm o poder. Dessa maneira, o espetáculo quer provocar a reflexão, através do riso, sobre as formas porquê nos relacionamos enquanto sociedade.A Cia 03 Entradas constituiu-se em 2014. As participantes e fundadoras do grupo Carol Manalischi, Denise Bruno e Kelly Nery possuem experiências na arte da palhaçaria e do circo. A Cia desenvolve a geração de esquetes inéditas, assim porquê a pesquisa de esquetes tradicionais de circo realizadas a partir de uma releitura contemporânea. A Cia utiliza técnicas circenses porquê: manipulação de objetos, pantomimas, música, dança, perna de pau, malabares, monociclo, acrobacias de solo e acrobacias aéreas, entre outras. Já percorreu desde a sua formação diversas cidades e estados, com apresentações em teatros, picadeiros, praças e ruas.

Companhias e artistas se apresentam gratuitamente com interpretações do mundo real sob a ótica da palhaçaria.Nos últimos meses o Sesc Santo André foi palco das mais diferentes linguagens do circo. Malabares e objetos voadores foram vistos nos espetáculos do Malabaristicamente entre fevereiro e abril. Mágicas e truques

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