Em meio à crise, quarteto do São Paulo se salva e vira escudo do time

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Marcello Zambrana/AGIF

A crise do São Paulo afetou o desempenho da maioria dos
jogadores. Há um consenso de que muitos atletas estão rendendo
abaixo do esperado, seja no aspecto físico, técnico ou
comportamental. No entanto, quatro jogadores estão conseguindo
suportar melhor o momento difícil, em uma avaliação que também
é interna: o goleiro Renan Ribeiro, o zagueiro Rodrigo Caio, o
volante Jucilei e o atacante Lucas Pratto. Veja abaixo por que
o quarteto tem se destacado neste momento:

Renan Ribeiro

Depois de iniciar o ano lesionado, Renan Ribeiro saiu atrás na
disputa por posição, mas se firmou no momento mais decisivo da
temporada. Foi titular nos últimos sete jogos, quando o São
Paulo passou a decidir os campeonatos e teve atuações
elogiadas. Sofreu oito gols no período, mas evitou o pior.
Contra o Defensa y Justicia (ARG), por exemplo, salvou pelo
menos três vezes. Hoje, é o titular, desbancando Denis e Sidão.

Rodrigo Caio

Rodrigo Caio não vive a melhor das fases dentro de campo,
embora seja intocável com Ceni: titular nos últimos nove jogos.
No entanto, sua postura fora mostra personalidade de liderança,
algo essencial no momento conturbado. Ele sempre dá as caras
para justificar os tropeços. Na última segunda-feira, foi o
escolhido pela assessoria de imprensa do clube para conversar
com os jornalistas após o tropeço na estreia no Brasileiro para
o Cruzeiro. Havia falhado na partida. Mas, mesmo assim,
enfrentou a crítica e disse: “Aprendi desde cedo a ser forte. A
ser um cara que sempre tive que batalhar muito pelos meus
objetivos. A vida te ensina a ser forte”. Isso mesmo depois de
ter sido centro das atenções por ter protagonizado um lance de
fair play.

Jucilei

Demorou para entrar em forma física, após período na China, mas
também se firmou no time e manteve atuações aceitáveis mesmo
quando houve a queda de produção. Com personalidade, também
serviu de escudo nesta terça-feira ao comentar o episódio da
fúria de Rogério Ceni no intervalo do jogo contra o
Corinthians, pela semifinal do Paulista, no Morumbi. Acabou
sendo sincero, mas sua postura não pegou mal internamente.
Participou dos últimos nove jogos, sete como titular.

Pratto

Pratto chegou trazendo a esperança de gols e mostrou seu
repertório de cara. No entanto, sua personalidade e poder de
liderança também agregaram ao grupo. Com atitudes e
posicionamentos firmes, conquistou respeito no grupo e com Ceni
e desbancou o zagueiro Maicon como capitão do time. Após a
eliminação da Copa Sul-Americana, foi quem teve o discurso mais
elogiado, inclusive pelos torcedores. Conquistou a galera.
Titular nos últimos sete jogos, os dois últimos com a
braçadeira. Tem sete gols e é o vice-artilheiro do time no ano,
atrás apenas de Gilberto, com 11. O centroavante reserva,
aliás, também passa imune no mau momento.

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