Em Santo André, consumidores temem por falta de alimentos

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O reflexo ruim da greve dos caminhoneiros que já atinge a Craisa (Companhia de Abastecimento Integrado de Santo André), com a falta de produtos e preços elevados no que resta, ainda não chegou nos supermercados da cidade. A rede Nagumo, que fica na Vila Alzira, garante que ainda atende com plena oferta de itens para os próximos dias, caso a paralisação continue. Mesmo assim, moradores tentam se prevenir indo às compras.
“Ainda operamos com pequena folga, o estoque pode durar de 10 a 15 dias. Nossa rede conta com centro de distribuição grande e caso a paralisação persista, podemos acioná-lo para repor o que form mais urgente”, detalhou o encarregado geral do Nagumo, Edilson dos Reis Silva.
Na unidade, os setores de produtos frescos são os que mais precisam de atenção, sendo também os que têm tido maior alta nos preços nos últimos dias. Na quinta-feira, o quilo da cebola era vendido a R$ 5,98, ontem o mesmo legume era comercializado a R$ 7,98, registrando alta de 33,44% em 24 horas.
Mediante o ambiente de incertezas, os consumidores têm procurado se precaverem para não correr o risco de ficarem sem alimentos. “Vim até o mercado com a intenção de abastecer a geladeira. Estou com medo de ficar sem algum tipo de alimento”, disse a vendedora Amanda Domingues, 32 anos, desacreditada do preço dos legumes. “Eu estava até pensando em levar batata e cebola, mas não tem condição.”
Também preocupada com a falta de suprimentos em casa e planejando gastar em média R$ 300 em compras, a dona de casa Ana Leonor, 27, abastecia o carrinho com macarrão, pão de forma e algumas frutas. “Escuto as vizinhas falando que as coisas estão acabando e fico preocupada.”Combustíveis – Em um dos únicos postos que ainda mantinha pequeno estoque de gasolina e etanol na região, na Avenida Prestes Maia, em Santo André, a fila era grande. Segundo o gerente, Edilson Vasconcelos, 42, o estabelecimento só teria combustível para até às 20h de hoje. “O movimento está grande o dia todo. Estou me esforçando para orientar os clientes aqui na fila. Tem gente vindo até de outras cidades”, explicou Vasconcelos. Os motoristas aguardavam até duas horas na fila para desembolsar R$ 4,29 no litro da gasolina ou R$ 2,69 o litro do etanol.
“Estava desde ontem procurando algum lugar para abastecer em São Caetano e não encontrei. Fiquei sabendo deste posto e vim na intenção de encher o tanque”, disse a autônoma Valéria Rocha, 50, que iria pagar cerca de R$ 200 para encher o tanque do carro.
Durante os 15 minutos em que o Diário esteve no posto para acompanhar o movimento dos motoristas que chegavam para abastecer, dois princípios de confusão foram testemunhados, devido pessoas que tentavam furar a fila. “Vim do Jardim Cristiane, em Santo André, e estou esperando há quase duas horas para encher o tanque, não é certo que alguns motoristas não respeitem sua vez”, lamentou Claudemir Alves, 37, que precisava abastecer para ir trabalhar.
 

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