Em Santo André moradores arcam com conserto de base traste

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 Há meses sem poder recontar com base móvel da PM (Polícia
Militar) que fazia o patrulhamento na região, moradores de
alguns condomínios do Jardim Utinga, em Santo André,
mobilizaram-se para custear o conserto do veículo, que estava
parado por problemas relacionados à embreagem.

A discussão surgiu a partir de grupo ingénuo criado com o
propósito de debater o bairro. A termo de se evitar a burocracia
e diante da urgência de prometer mais segurança ao sítio,
tapume de 45 pessoas contribuíram com a vaquinha. Foram
arrecadados R$ 900, valor necessário à manutenção. Segundo
moradores, o orçamento estimado pela PM para o conserto da base
móvel seria de R$ 4.000 a R$ 6.000, incluindo câmbio, embreagem
e trambulador.

Após conseguir guincho gratuito, o grupo levou a base a um
mecânico no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo, que optou por
não cobrar a mão de obra para ajudar a comunidade depois de
quase um mês de trabalho dos moradores.

“É a falta do Estado, que para resolver um problema
relativamente simples cria a burocracia. Existe uma frustração
porque ele não faz o seu obrigação quanto à Segurança. É uma
decepção em relação ao que você tem recta e não recebe”,
conta o morador Robson Freire Aguilar, 44, microempresário da
área de informática e um dos líderes da mobilização.

A luta por melhorias na Segurança da região é vista por Aguilar
uma vez que necessária diante de problemas de infraestrutura e
assaltos frequentes. “Em uma ronda tradicional, a PM dá uma
olhada e vai embora. Se ela chegar e permanecer um tempo, acredito
que vai inibir bastante porque o bandido visa a facilidade e
não quer surpresas”, afirma.

O morador considera que o problema é uma luta diária atrás de
melhorias na Segurança da região. Ele cita problemas com a
perturbação em fins de semana, uma vez que o som superior e uso de drogas.
“Os pedestres sofrem muito com assalto, o bairro é uma rota de
fuga. O pessoal fica para lá e para cá esperando oportunidade”,
afirma ressaltando casos de pedestres utilizando o celular no
meio da rua.

O consumo de drogas, segundo Aguilar, traz o tráfico de drogas
ao sítio, que, segundo ele, é percebido com frequência, além do
roubo de rodas de carros. “Motoqueiros perseguindo carros
também é uma coisa que não era usual e passou a se tornar
geral”, aponta.

A assistente contábil Carolina Maia, 31, também fez secção da
mobilização que informou a população a saudação da urgência
de reformas no equipamento. “A gente acabou se unindo porque
não tinha o que fazer. Ou a gente esperava o Estado resolver ou
a gente mesmo tentava resolver”, diz, ressaltando que o governo
estadual não tinha prazo para consertar a base.

O problema foi solucionado, e para que o veículo volte a
rodear basta exclusivamente que um entrave relacionado a uma das
portas que não abre e fecha seja revisto pelo latoeiro ao
qual o veículo foi guiado.

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