Envelhecida, frota de ônibus em Santo André continua sem renovação

Envelhecida, frota de ônibus em Santo André continua sem renovação

 

A gestão Paulo Serra e o Consórcio União Santo André não têm se pronunciado sobre o cronograma prometido para renovação da frota do transporte coletivo municipal.Assim, os passageiros das empresas que formam o consórcio, responsável por muro de 75% dos ônibus municipais, não sabem por quanto tempo serão obrigados a continuar andando em ônibus mais velhos e com menor conforto.A idade média da frota das companhias que integram o consórcio é de 6,22 anos (supra dos cinco anos permitidos pelo contrato de licença), de concórdia com o último oferecido disponível obtido por meio da Lei de Entrada à Informação de fevereiro.Apesar disso, o valor da tarifa básica municipal é de R$ 4,40. O último reajuste foi aplicado em março deste ano.A gestão Paulo Serra havia cobrado das empresas de ônibus o cronograma de substituição e renovação de frota. Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, Edilson Factori, em entrevista ao Quotidiano do Transporte, em 19 de julho de 2018, os donos das empresas tinham descumprido o prazo da apresentação deste cronograma. Edilson disse, na ocasião, que a prefeitura se reuniria com o Consórcio União Santo André para tratar da renovação da frota ainda em julho.Durante a semana passada, o Quotidiano do Transporte procurou novamente a prefeitura para saber se o cronograma enfim foi apresentado ou se já havia previsão de ônibus realmente zero quilômetro e mais confortáveis.Mas, desta vez, a gestão do prefeito Paulo Serra, preferiu não trazer nenhuma informação à população.O Quotidiano do Transporte portanto procurou o diretor da AESA, associação que reúne as empresas de Santo André (com exceção da Suzantur, da Vila Luzita), mas Luiz Marcondes de Freitas Júnior não respondeu novamente.Desde fevereiro, o dirigente é procurado pela reportagem para comentar o ponto, mas não retorna, apesar de contatos com fornecedores de serviços.A reportagem apurou ainda que a renovação na frota do Consórcio União Santo André foi feita com ônibus usados, menos antigos do que os que estão em circulação.Chegaram ao sistema de Santo André veículos que deixaram de ser aproveitados em Goiânia, Salvador, Indaiatuba, Mauá e Rio de Janeiro, por exemplo.O problema da falta de renovação da frota, segundo os passageiros, é que os ônibus não possuem uma forma padronizada de portas, bancos e sinalização interna. Alguns ônibus comuns, em vez de três portas (uma para embarque e duas para desembarque), possuem somente uma porta de desembarque no meio da carroceria e outra de chegada na frente, o que tem gerado desconforto, segundo os usuários.OUTRAS CIDADES DO ABC RECEBERAM ÔNIBUS NOVOS:Enquanto o sistema operado pelo Consórcio União Santo André não recebe ônibus zero quilômetro desde maio de 2016, quando a Viação Vaz fez a entrega de sete veículos, outras cidades do ABC Paulista têm recebido ônibus novos, o que contribuiu para a redução da idade média e ampliação do conforto dos passageiros.Em São Bernardo do Campo, a concessionária SBC Trans e a gestão do prefeito Orlando Morando dizem que desde janeiro de 2017 já colocaram em circulação 105 ônibus novos, o que representa em torno de 25% da frota totalidade da cidade, que é de 400 veículos. A mais recente entrega foi de dez ônibus de um lote de 30 na região do Alvarenga, que ocorreu em 05 de agosto.Em Diadema, a concessionária MobiBrasil anunciou que começou a colocar em julho, 30 ônibus zero quilômetro para trajetos municipais. As linhas que receberam as maiores quantidades de ônibus novos foram 22DP, 11EP, 26DP e 20DP.Em março, foi a vez de Mauá receber ônibus zero quilômetro. A prefeitura anunciou 30 novos ônibus, integrantes do lote de 100 que a concessionária Suzantur comprou por meio do Refrota, uma risco de financiamento no contextura do programa Pró-Transporte, para mobilidade urbana.Em Ribeirão Pires, foram entregues seis novos ônibus em dezembro de 2017. Segundo informações da Prefeitura, os veículos da Rigras são equipados com tomadas USB, câmeras de segurança e GPS, para monitorar o atendimento das demandas. O investimento da empresa foi de R$ 2 milhões.Até mesmo a cidade de Rio Grande da Serra, a menor do ABC Paulista que tem grande secção dos itinerários operada em vias de terreno, recebeu ônibus novo neste ano. A Viação Talismã, responsável pelas linhas locais, diz que comprou um veículo zero quilômetro neste ano e que tem posto modelos usados, mas mais novos que os que antes operavam, para reduzir a idade média para em torno de quatro anos.Em Santo André, somente o lote de linhas da região da Vila Luzita, operado provisoriamente pela Suzantur até realização da licitação do sistema, recebeu ônibus zero quilômetro nos últimos dois anos, sendo logo no início de operação veículos com portas elevadas, e, mais recentemente, um novo protótipo articulado e um elétrico híbrido, que segundo a montadora Volvo é mais sombrio e reduz, em média, de 35% a 90% as emissões de poluentes, dependendo do material a ser considerado.A licitação do sistema de Vila Luzita está sendo refeita por lei do Ministério Público.

Outras cidades e empresas da região do ABC têm colocado veículos zero quilômetro em circulação. Executivo não se pronuncia sobre cronograma de substituição. A gestão Paulo Serra e o Consórcio União Santo André não têm se pronunciado sobre o cronograma prometido para renovação da frota do transporte coletivo municipal.

Tudo Sobre a cidade de Santo André

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