Evolução na saúde feminina

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Nos primeiros anos do século 20, o foco da Saúde feminina
voltou-se, com exclusividade, ao séquito do período da
gestação. Com o passar dos anos, a mulher evoluiu em vários
aspectos, buscando mais conhecimento e, consequentemente,
estimulando a criação de programas que as auxiliem a ter uma
vida mais plena.

“Tendo em vista esse avanço da mulher na sociedade, no mercado
de trabalho, a gente a vê com mais informação e também querendo
mais conhecimento. Ela tem urgência de saber o que vai
suceder com ela”, ressalta a supervisora de enfermagem do
Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, em Santo André,
Maria Aparecida Lopes Santos Fracaroli. “A gente teve uma
evolução no tratamento. Temos no hospital um ambulatório de
mastologia, você vê a procura da paciente, ela não vem só no
Outubro Rosa, na época da campanha, vem procurar informações”,
completa.

Para escoltar esse processo, os profissionais da área também
precisaram – e precisam – se renovar a cada dia, aponta a
enfermeira obstetra e coordenadora de enfermagem do núcleo de
parto do Hospital da Mulher, Maria Soledade Rodrigues Nantes.
“Os profissionais também estão buscando entrar nessa risco de
pesquisa, de conhecimento, para prestar assistência com
segurança e humanização.”

Das cidades que retornaram ao Diário, exemplos de ações que
ajudam desde a prevenção de doenças até os tratamentos,
Ribeirão Pires destaca o Siscolo (Programa Vernáculo de Controle
do Câncer do Pescoço do Útero), que tem por objetivo reduzir a
mortalidade e problemas de saúde decorrentes do câncer do pescoço
do útero, terceiro tumor mais frequente na população feminina,
atrás do câncer de seio e do colorretal, e a quarta razão de
morte de mulheres por câncer no Brasil, de concórdia com o Inca
(Instituto Vernáculo de Câncer).

“Outras ações são periodicamente realizadas na rede, a exemplo
de palestras e atividades de conscientização que incluem o
público feminino. A vacina contra o HPV (papilomavírus humano)
é um dos exemplos de medidas de prevenção ao câncer de pescoço de
útero e está disponível na rede municipal para meninas com
idade entre 9 e 13 anos”, salienta a Secretaria de Saúde do
município, em nota.

Em Mauá foi lançado em janeiro, na rede pública de Saúde, o
Programa Mauá Mulher, visando promover principalmente a
prevenção e o combate do câncer de seio e de pescoço de útero. A
primeira ação foi a chegada da Carreta Mulheres de Peito, que
permaneceu estacionada na Praça 22 de Novembro, na região
medial, de 7 de fevereiro a 4 de março. Foram realizadas 50
mamografias por dia útil e 20 aos sábados, totalizando em torno
de 1.000 exames, que ajudaram a reduzir a fileira de espera pelo
procedimento na rede pública de Saúde mauaense. Entre as
próximas atividades, a administração municipal estuda elaborar
programa para focar no câncer do pescoço de útero. As demais
cidades não retornaram as informações nem o pedido de
entrevista com responsáveis pelas ações voltadas à Saúde da
mulher.

GESTAÇÃO
Com o passar dos anos, a atenção à gravidez também se
transformou. “Antes a mulher era imposta a ter o parto da forma
que o profissional escolhesse. Hoje não, ela pode ter um projecto
de parto, pois tem o recta de ter o humanizado. Se é a
protagonista, por que não pode ter o recta de ter o
acompanhante sob sua livre escolha, de ver a posição e o melhor
e mais oriundo método?”, ressalta Maria Soledade. “A mulher se
sentiu empoderada de sentenciar o seu parto, de poder participar
desse momento tão único e sublime da vida. Isso é um avanço
muito grande”, acrescenta.

Já a supervisora de enfermagem do Hospital da Mulher, Maria
Aparecida Lopes Santos Fracaroli, lembra ainda que as mulheres
também estão mais preocupadas com o planejamento familiar. “A
paciente está em procura da laqueadura, ela faz o pré-natal e já
fala sobre isso, pois quer cuidar da saúde dela, quer ter os
filhos e cuidar muito deles.” 

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