Ex-policial é morto a tiros em Santo André

O ex-policial civil do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) Gilberto Shigueru Hissamune, conhecido como Giba, foi executado, na tarde de ontem, com oito tiros na região da cabeça, em frente ao colégio particular Instituto Sagrada Família, no Jardim Paraíso, em Santo André, onde as filhas estudam. Ele havia sido condenado, em 2003, a 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, formação de quadrilha e tráfico de drogas, no entanto, vivia em liberdade.

De acordo com o delegado titular da delegacia de homicídios do município, Filipe de Moraes, a morte do policial caracteriza crime de execução. Embora as informações da investigação ainda sejam preliminares, ele acredita que o crime tenha ligação com a vida passada da vítima, atrelada a facções criminosas. “Ainda iremos ouvir testemunhas, analisar as imagens de monitoramento e, eventualmente, requerer também a quebra de sigilo telefônico. Precisamos avaliar melhor o caso para saber quais providências tomar.”

De acordo com testemunhas ouvidas pelo Diário, Giba foi alvejado enquanto aguardava no carro a mulher, que entregava medicamento para uma das filhas no interior da unidade de ensino. Imagens de câmeras de segurança da área mostram que um carro preto estaciona na calçada, ao lado do carro do ex-policial, e integrantes do veículo efetuam os disparos. A mãe de outro aluno da escola, que é cadeirante, por pouco não foi atingida.

Em nota, a escola afirmou que, diferentemente dos comentários por parte de algumas pessoas que estiveram no local, as filhas não chegaram a ver o pai morto. “O Instituto Sagrada Família informa que foram tomadas providências cabíveis, de modo que as crianças em momento algum tivessem acesso ao tumulto causado pelo fato e que todos da instituição de ensino estão bem e com as aulas ocorrendo normalmente.”

HISTÓRICO
Giba foi condenado em 2003 por júri popular. Na ocasião, foi afastado das atividades na polícia e perdeu o direito de desempenhar suas funções.

A investigação começou em 1998, quando o policial militar Alexandre Nogueira foi assassinado sob suspeita de queima de arquivo. De acordo com o processo, ele estava envolvido na tentativa de assalto a um carro-forte e, posteriormente, teria sido morto por Giba com um tiro no rosto.

Na época, a corregedoria das duas policias e o Ministério Público encontraram nos armários de Giba e do seu parceiro, na sede da Delegacia Seccional de Santo André, drogas e armas pesadas, incluindo um fuzil AR-15. Na viatura da dupla havia também drogas, objetos de tortura e formulários de transferência de veículos furtados no Detran da Capital.  

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