Falta de lixeira incomoda moradores

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 “O ideal seria colocar uma lixeira grande para não fazer
sujeira.” Na avaliação do morador e responsável da frase, Manoel
Piovesan, 79 anos, a instalação de um reservatório na Rua
Oratório, no Parque Novo Oratório, em Santo André, é
fundamental para que o lixo não se acumule nas calçadas.

O caminhão de coleta não desce à Rua Francisco Braga,
localizada na esquina com a Oratório. Com isso, se os moradores
não levam o lixo à calçada, ele se acumula nas portas. Quem
vive no lugar pede instalação de lixeira de grande porte para
depósito de sacos nos dias do serviço. Com a falta do
equipamento, eles ficam espalhados na Rua Oratório ao menos
três vezes por semana.

Para o eletricista Gabriel de Andrade, 37, o problema incomoda
principalmente quando é necessário passar pela rua porque a
calçada está tomada por lixo. Ele garante que medidas não são
tomadas. “Subir com o lixo é complicado, às vezes chegamos lá e
não tem onde jogar. Fica uma poluição visual. Estamos pedindo
uma lixeira ou para que os lixeiros desçam cá na rua. A gente
não sabe o que pode ser feito”, explica o morador.

“O caminhão não vira no termo da rua, por isso ele não desce. Tem
gente que deixa o lixo na calçada, outros levam até (a rua) lá
em cima. Alguns não podem marchar e deixam cá na porta. Tem dia
que a gente leva e a coleta já passou. Temos de trazer o lixo
para dentro de vivenda novamente”, lamenta a prestadora de
serviços aposentada Julia Andrade Muniz, 74.

A otimização, tanto para a população quanto para os prestadores
de serviços, é fator a ser levado em conta à instalação de
lixeira, tendo em vista que o trabalho dos moradores é grande.
“A gente deixa o lixo lá, mas eles não podem permanecer parados na
rua. Se fizer (a lixeira) lá em cima, eles colocam os sacos no
caminhão e é rápido”, opina a ajudante universal aposentada Dalvina
Jacob Piovesan, 77.

Em nota, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de
Santo André) reconheceu não ter planejamento de instalação de
lixeira no espaço reclamado, “pois esse tipo de equipamento em
locais onde há coleta porta a porta acaba estimulando o
descarte irregular de resíduos fora de hora e também
inadequados”. Há alguns anos, na via, houve colisão do veículo
com telhado por se tratar de rua estreita.

Ainda segundo a autonomia, os coletores entram sem o caminhão
na rua para realizar “a chamada puxada (entram a pé na via e
levam os sacos até o caminhão, que fica na avenida). Hoje,
exclusivamente metade (a secção de ordinário da via) dos moradores dispõe os
resíduos dessa forma, os demais levam até a avenida”, continuou
o texto.

Falta de lixeira incomoda moradores
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