FMABC comemora 15 anos da primeira gravidez por fertilização in vitro

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Dr. Caio Parente Barbosa

Crédito: divulgação

Em junho de 2002, o recém-inaugurado Laboratório de
Fertilização da Faculdade de Medicina do ABC comemorava a
primeira gravidez a partir de óvulos fertilizados in vitro. De
algumas poucas salas no Prédio Medial, a iniciativa cresceu e,
após 15 anos, tornou-se o serviço universitário com maior
volume de procedimentos do país, com mais de 300 ciclos mensais
de reprodução assistida, ações de responsabilidade social junto
à pacientes com câncer e porquê referência vernáculo na atenção à
casos especiais, porquê portadores de HIV e hepatites. Ao longo
dos anos, tapume de 2.500 bebês já vieram ao mundo graças ao
trabalho desenvolvido na FMABC.

A história do serviço ganhou capítulo privativo em 2010, quando
foi fundado o Instituto Teoria Fértil, que funciona em prédio
próprio no campus universitário. São três andares em área
construída de 2.000 m2 e funcionamento ininterrupto, sete dias
por semana. Ligado à disciplina de Saúde Sexual, Reprodutiva e
Genética Populacional da FMABC, o Teoria Fértil responde por
consultas, exames, inseminações artificiais e até mesmo
procedimentos cirúrgicos. São, em média, 400 novas consultas
todos os meses, com a missão de oferecer tratamentos de
fertilidade a um dispêndio acessível, que pode ser até 70% menor do
que os valores cobrados por clínicas particulares.

“São 15 anos de dedicação, propagação, estágio, gratidão,
inovações e realizações. É motivo de orgulho ver que nosso
trabalho vem gerando tantos frutos. Atingimos patamar que seria
impossível sonhar quando aconteceu o promanação do primeiro
bebê, fruto daquela primeira inseminação. Hoje são mais de 120
colaboradores entre recepcionistas, pessoal de limpeza,
médicos, enfermeiras, psicólogos, auxiliares de enfermagem,
biomédicos, biólogos, nutricionista, pesquisadores,
pós-graduandos, residentes, alunos de iniciação científica e
pessoal administrativo. O sucesso obtido nesses anos todos é
fruto do trabalho dessa equipe maravilhosa”, garante o
professor titular de Saúde Sexual, Reprodutiva e Genética
Populacional e presidente do Instituto Teoria Fértil, Dr. Caio
Parente Barbosa.

Estima-se que aproximadamente 15% da população sofra de
infertilidade. Em universal, os problemas são 40% dos homens, 40%
das mulheres e 20% do parelha. Nos homens, a grande maioria está
relacionada à falta de espermatozoides. Já no público feminino,
as causas principais são endometriose e distúrbios de ovulação.
“A média é de 2 meses entre a primeira consulta e a
inseminação. Nesse período realizamos investigação das
possíveis causas da infertilidade e exames, que nas mulheres
ocorrem somente durante o ciclo menstrual”, explica Barbosa.

Para passar em atendimento, o primeiro contato deve ser via
telefone (11) 4433-2830 ou pelo e-mail
[email protected] para agendar participação em
palestra inicial gratuita, a termo de saber todo o processo e
verificar o real libido de seguir em frente com a reprodução
assistida. Não há fileira de espera. Os atendimentos ocorrem de
segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, no campus da Faculdade de
Medicina do ABC (Av. Lauro Gomes, 2000, Vila Sacadura Cabral,
Santo André – SP).

 RESPONSABILIDADE SOCIAL

Além dos tratamentos de grave dispêndio, o Instituto Teoria Fértil
abriu caminho em 2010 para o primeiro projeto brasiliano de
preservação da fertilidade feminina, com atendimentos gratuitos
a mulheres com risco de perda da fertilidade – porquê pacientes
com câncer, por exemplo. Estudos revelam que mulheres em
quimioterapia têm entre 40% e 100% de chances de permanecer
inférteis. “Estima-se que temos 8 milénio mulheres com câncer de
peito somente no Estado de São Paulo. São tapume de 1.200
pacientes por ano que perdem a chance de ter filhos”, calcula
Dr. Caio Parente Barbosa, que completa: “No Teoria Fértil é
possível gelar óvulos e fragmentos de ovários das pacientes
antes que iniciem o tratamento do câncer, preservando a
fertilidade dessas mulheres. Da mesma forma, no caso dos
homens, o frigoríficação de sêmen também é realizado sem custos
para portadores de doenças potencialmente prejudiciais à
fertilidade”.

SITUAÇÕES ESPECIAIS

Outro trabalho pioneiro desenvolvido na FMABC e que se tornou
referência vernáculo é o CRASE – Núcleo de Reprodução Assistida
em Situações Especiais. Trata-se do primeiro laboratório
universitário da América Latina devotado à reprodução assistida
de pacientes infectados por HIV, HTLV e hepatites B e C, cujos
vírus são diretamente transmitidos aos parceiros caso mantenham
vida sexual sem proteção. Inaugurado em 2006, o sítio funciona
em estrutura independente à do Instituto. Permite isolar o
vírus do sêmen antes de fertilizar o óvulo, para posteriormente
seguir os mesmos moldes de uma reprodução assistida generalidade.

FMABC comemora 15 anos da primeira gravidez por fertilização in vitro
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