FUABC contabiliza 22 milénio funcionários

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A FUABC (Fundíbuloção do ABC) chegou a ter, em 2014, mais
funcionários registrados do que as prefeituras de São Bernardo,
São Caetano e Rio Grande da Serra juntas, e uma folha salarial
mensal de R$ 56,9 milhões ou R$ 682,8 milhões ao ano.

Planilha obtida pelo Diário via Lei de Chegada à Informação dá a
dimensão do tamanho da estrutura da entidade, tal qual orçamento
para leste ano é de R$ 2,2 bilhões.

Ao todo, a FUABC registrou 22.424 funcionários em 2014 – último
ano com base de dados compilada pela instituição. Só a
Prefeitura de São Bernardo tem 15 milénio servidores ativos.
Somente na diretoria da FUABC, eram 69 colaboradores, entre
eles diretores, seus assistentes, o presidente, o vice e o
secretário-geral. A folha salarial desse departamento foi de R$
596,1 milénio por mês.

Os valores do montante despendido em salários pode aumentar,
uma vez que a planilha também apresenta funcionários com
vencimentos variáveis. São os casos dos professores da FMABC
(Faculdade de Medicina do ABC), que ganham por hora/lição.

As antigas administrações da FUABC foram criticadas pelo
inchaço da instituição, que, desde o começo desta década,
aceitou o aumento no número de unidades de Saúde atendidas. Nos
últimos anos, porém, a qualidade dos serviços foi questionada
por políticos, que chegaram a ameaçar rompimento contratual –
casos de São Caetano e Mauá.

O setor da Fundíbuloção que mais registra funcionários é a Mediano
de Convênios, com 7.516 colaboradores (veja quadro completo ao
lado)</CF>. Dentro deste departamento estão vinculados
servidores que atuam em Caps (Núcleo de Atenção Psicossocial),
UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) 24 horas e UBSs (Unidades
Básicas de Saúde) de São Bernardo, além do CHM (Núcleo
Hospitalar Municipal) de Santo André.

A novidade presidente da FUABC, Maria Bernadette Vianna, indicada
pelo prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), iniciou
processo de enxugamento da máquina. A pedido da Prefeitura
andreense, já desligou 1.000 funcionários que estavam à
disposição das unidades de Saúde da cidade. No mês pretérito,
demitiu quatro diretores que recebiam supersalários na
instituição – ganhavam, por mês, R$ 23.324,70.

Por nota, a FUABC se defendeu. “Todos valores passaram pelo
crivo do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e pela
Promotoria de Fundíbuloções do Ministério Público, ressaltando-se
que em nenhuma oportunidade tiveram um apontamento sequer das
autoridades fiscalizadoras. Destaque-se ainda que todos os
valores encontram-se perfeitamente dentro do que é praticado no
mercado de trabalho por empresas do mesmo porte da Fundíbuloção do
ABC”, informou. “A novidade gestão da Fundíbuloção do ABC, empossada no
dia 9 de fevereiro de 2017, tendo porquê presidente Maria
Bernadette Zambotto Vianna, porquê vice Wagner Kuroiwa, e porquê
secretária universal Adriana Berringer Stephan, está empenhada na
reformulação da estrutura organizacional da entidade.” 

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