FUABC demite diretor indicado por empresário à meão de convênios

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A FUABC (Fundíbuloção do ABC) demitiu na quinta-feira o
diretor-geral da meão de convênios, Aroldo da Costa Saraiva,
cuja indicação ao missão havia sido atribuída a empresário
influente no Paço de Santo André. O Diário apurou que a
exoneração se deu justamente por ruídos entre o empresário e o
núcleo duro do governo andreense. Aroldo estava à frente do
setor de convênios desde março e, quando contratado, foi
negado por responder por irregularidades em outras gestões
públicas.

A área é tida uma vez que estratégica dentro da FUABC porque lida
diretamente com os contratos que a Fundíbuloção mantém junto às
prefeituras e outros órgãos públicos – o setor é responsável
por quase metade do orçamento totalidade da FUABC, estimado em R$
2,2 bilhões para 2017.

A nomeação de Aroldo teria sido indicação do empresário Carlos
Eugenio Flud. Próximo de figuras políticas, Eugenio é um dos
donos da Prescon Informática Assessoria Ltda, empresa que
mantém contrato com o Paço de Santo André – já recebeu R$ 1,5
milhão em dois anos e meio de atuação.

O Diário mostrou no dia 30 de maio que a firma
de Eugenio mantinha ou mantém contratos justamente em
administrações onde Aroldo atuou, casos dos municípios de
Ubatuba (Litoral), onde foi secretário da Herdade, e de Campos
do Jordão (ex-titular da Saúde).

A ida de Aroldo a um dos postos mais influentes da FUABC já não
era vista, internamente, com bons olhos pelo Paço andreense e
pelos outros dois municípios mantenedores da entidade, São
Bernardo e São Caetano, pela aproximação do então diretor da
meão de convênios com gestões petistas.

O agora ex-diretor da FUABC também responde na Justiça por
improbidade administrativa, em processos movidos pelo
Ministério Público, que questiona atos praticados nos governos
por onde passou, uma vez que em Mogi das Cruzes, onde, então
secretário de Controle e Estratégia, avalizou a contratação de
firma considerada inabilitada pela administração. A firma,
segundo o TCE (Tribunal de Contas do Estado), não concluiu as
obras e ainda as entregou em “péssima qualidade”.

Questionada sobre o caso, a FUABC confirmou o desligamento de
Aroldo, mas negou que ele tenha sido exonerado. “O colaborador
entregou missiva de demissão à presidência alegando motivos
pessoais para deixar o missão”, informou o órgão, por meio de
nota. A Fundíbuloção não informou quem substituirá Aroldo no posto,
das quais salário é de R$ 16,4 milénio. 

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