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Conferência Ibero-Americano de Engenharia de Segurança do Trabalho (IBERO-ST) ocorreu na Universidade Nova de Lisboa. No Pais de Portugal, Sul da Europa, pais próximo a Espanha.

O engenheiro e coordenador do Serviço de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) da Fundação do ABC, Amaury Machi Junior, teve trabalho selecionado para apresentação oral na Conferência Ibero-Americano de Engenharia de Segurança do Trabalho (IBERO-ST) da Universidade Nova de Lisboa, em Lisboa, Portugal. O evento foi realizado dias 28 e 29 de março.

Engenheiro da FUABC Segurança do Trabalho em Portugal

Engenheiro da FUABC Segurança do Trabalho em Portugal

Ao todo, foram selecionados oito trabalhos, entre eles a tese de doutorado de Machi, defendida este ano no Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC para obtenção do título de Doutor em Ciências da Saúde. O trabalho, cujo tema é

“Expressão dos genes de reparo do DNA (hMSH2 e hMSH6), associados a radiação ionizante”, foi orientado pelo professor Dr. Fernando Luiz Affonso Fonseca, atual vice-reitor da instituição.

objetivo do Trabalho

Engenheiro da FUABC Segurança do Trabalho em Portugal - Sede Fundação

O objetivo do trabalho foi propor um estudo caso-controle e analisar as expressões de dois genes de reparo do DNA em profissionais expostos à radiação ionizante, o raio X, em comparação a profissionais não expostos. Além disso, associar as expressões desses genes com as condições de trabalho dos referidos profissionais.

A tese aprofunda a discussão sobre os perigos dos efeitos das radiações ionizantes a que trabalhadores da área de radiologia são submetidos. A longa exposição está associada diretamente a alguns tipos de cânceres, como o de pulmão, de mama e de sangue (leucemia). Os profissionais selecionados para o estudo trabalham na área de radiologia nas unidades mantidas da Fundação do ABC e têm entre 18 e 65 anos. Foram coletados dados de 30 trabalhadores expostos a radiação ionizante e 30 não expostos, bem como amostras de sangue para extração de RNA e síntese de DNA complementar. Em termos gerais, a conclusão é de que as radiações utilizadas nos exames de imagens são capazes de danificar o DNA. E, se não houver reparo, existe alto risco de provocar o desenvolvimento de neoplasias. A expressão do gene de reparo hMSH2 apareceu cinco vezes maior no grupo exposto a radiação ionizante.

Engenheiro da FUABC Segurança do Trabalho em Portugal - Entrada da Fundação

Quanto Maior o Tempo de Exposição

Sendo a radiação cumulativa, quanto maior o tempo de exposição sem a utilização dos equipamentos de proteção individual e coletivo, pior o prognóstico. Atualmente, o exame complementar para medição das doses de radiação recebida por estes trabalhadores é feita a partir de hemograma completo com contagem de plaquetas. A prática, no entanto, é considerada ineficiente por não ser precisa quanto às doses verdadeiramente incididas.

“Trata-se de uma pesquisa bastante inovadora, pois a aplicação deste método desenvolvido para a análise global da expressão de genes e proteínas é promissora para melhor compreensão da dose-resposta da radiação ionizante. A ideia foi o estudo de um biomarcador para a radiação – espécie de indicador de um estado de doença – utilizando técnicas de biologia molecular”, explicou o engenheiro.

Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura

A conferência contou com a participação de entidades como o CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura), Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho, todos do Brasil, assim como da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ordem dos Engenheiros de Portugal, Ministério da Justiça e Trabalho de Cabo Verde e do Ministério do Trabalho português.

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IBERO-ST

A finalidade principal da IBERO-ST é promover discussões de alto nível sobre experiências, iniciativas e pesquisas relacionadas à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais no âmbito da comunidade ibero-americana, envolvendo governos, instituições de ensino, entidades de classe, profissionais e estudantes.

Informações à Imprensa com Eduardo Nascimento
Comunicação FUABC – Fac. Medicina do ABC
(11) 2666-5431 – www.fuabc.org.br – www.fmabc.br

Fundação do ABC

Caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, qualificada como Organização Social de Saúde e entidade filantrópica de assistência social, saúde e educação, a Fundação do ABC foi criada em 1967 com intuito de viabilizar uma faculdade de medicina no Grande ABC.

Mais de 50 anos Dedicados à Saúde

Foi instituída como fundação sem fins lucrativos pelos três municípios do ABC Paulista – Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. É declarada instituição de Utilidade Pública nos âmbitos federal e estadual e na cidade-sede de Santo André através do registro CMC nº 132.124-1 (PMSA). Em 2007 foi reconhecida como Entidade Benemérita pelas Câmaras de Vereadores de São Bernardo e São Caetano e, em 2009, pela Câmara de Santo André.

Faculdade de Medicina do ABC

Com sede e foro na cidade de Santo André, a Faculdade de Medicina do ABC foi autorizada a funcionar pelo Decreto Federal N.64.062, de 5 de fevereiro de 1969, e reconhecida pelo Decreto Federal N.76.850, de 17 de dezembro de 1975, publicado no Diário Oficial da União em 19 de dezembro de 1975. Primeira mantida da Fundação do ABC, a FMABC abriga hoje nove cursos de graduação na área de Ciências da Saúde: Medicina, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Nutrição, Gestão em Saúde Ambiental, Tecnologia em Gestão Hospitalar e Tecnologia em Radiologia. Tem como missão promover o ensino, a pesquisa, a assistência e a extensão segundo critérios de excelência acadêmica.

Prestes a completar 50 anos de tradição, a escola realizou um antigo sonho no final de 2017, quando foi aprovada como centro universitário. Conforme resultado emitido pelo Ministério da Educação (MEC), a FMABC obteve nota máxima 5 no processo de credenciamento. Com validade de cinco anos, a habilitação foi publicada pelo Ministério da Educação, na edição de 12 de novembro de 2018 do Diário Oficial da União, formalizando o Centro Universitário Saúde ABC.

Breve História de Portugal

A história de Portugal como nação europeia remonta à Baixa Idade Média, quando o condado Portucalense se tornou autónomo do reino de Leão. Contudo a história da presença humana no território correspondente a Portugal começou muito antes. A pré-história regista os primeiros hominídeos há cerca de 500 mil anos. O território foi visitado por diversos povos: fenícios que fundaram feitorias, mais tarde substituídos por cartagineses. Povos celtas estabeleceram-se e misturaram-se com os nativos. No século III a.C. era habitado por vários povos, quando se deu a invasão romana da Península Ibérica. A romanização deixou marcas duradouras na língua, na lei e na religião. Com o declínio do Império Romano, foi ocupado por povos germânicos e depois por muçulmanos (mouros e alguns árabes), enquanto que os cristãos se recolhiam a norte, nas Astúrias.

Em 1139, durante a reconquista cristã, foi fundado o Reino de Portugal a partir do condado Portucalense, nascido entre os rios Minho e Douro. A estabilização das suas fronteiras em 1297 tornou Portugal o país europeu com as fronteiras mais antigas. Como pioneiro da exploração marítima na Era dos Descobrimentos, o reino de Portugal expandiu os seus territórios entre os séculos XV e XVI, estabelecendo o primeiro império global da história, com possessões em África, na América do Sul, na Ásia e na Oceania. Em 1580 uma crise de sucessão resultou na União Ibérica com Espanha. Sem autonomia para defender as suas posses ultramarinas face à ofensiva holandesa, o reino perdeu muita da sua riqueza e status. Em 1640 foi restaurada a independência sob a nova dinastia de Bragança. O terramoto de 1755 em Lisboa, as invasões espanhola e francesas, resultaram na instabilidade política e económica. Em 1820 uma revolta fez aprovar a primeira constituição portuguesa, iniciando a monarquia constitucional que enfrentou a perda da maior colónia, o Brasil. No fim do século, a perda de estatuto de Portugal na chamada partilha de África.

Uma revolução em 1910 depôs a monarquia, mas a primeira república portuguesa não conseguiu liquidar os problemas de um país imerso em conflito social, corrupção e confrontos com a Igreja. Um golpe de estado em 1926 deu lugar a uma ditadura. A partir de 1961 esta travou uma guerra colonial que se prolongou até 1974, quando uma revolta militar derrubou o governo. No ano seguinte, Portugal declarou a independência de todas as suas posses em África. Após um conturbado período revolucionário, entrou no caminho da democracia pluralista. A constituição de 1976 define Portugal como uma república semipresidencialista. A partir de 1986 reforçou a modernização e a inserção no espaço europeu com a adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE).