Futuro se baseia em experiências dos tempos de clube-empresa

Repetir acertos e corrigir erros. O futuro do Santo André tem
como base o passado recente de alegrias e também decepções. A
última década – entre 2007 e 2017 – teve o clube no céu, mas
tão rápida quanto a ascensão foi a queda, sobretudo no cenário
nacional. E essas experiências servem de lição ao Ramalhão.
A criação da Saged (Santo André Gestão Empresarial Desportiva
Ltda.), em 2007, logo trouxe Romualdo Magro Júnior e Ronan
Maria Pinto ao comando, com Marcelinho Carioca como primeira
grande referência dentro de campo – entre tantos nomes que
vestiriam a camisa do clube neste tempo.

No total, foram cinco anos e seis meses de clube-empresa.
“Fomos do céu ao inferno”, aponta Romualdo Júnior. De fato. O
time colecionou um título (Série A-2 de 2008) e dois vices
(Série B do Brasileiro de 2008 e Paulista de 2010). Por outro
lado, sofreu quatro rebaixamentos.

É possível dizer que o Ramalhão pagou o preço do sucesso. O
acesso na Série B nacional levou o time de volta à elite após
24 anos. Mas a inexperiência e algumas falhas no planejamento
custaram caro e a degola foi a consequência. No ano seguinte,
sob batuta do técnico Sérgio Soares e do diretor Carlito Arini,
formou grande time – a escalação de Julio César a Rodriguinho
está na memória do torcedor –, chegou à final do Paulistão de
2010, fazendo frente ao Santos de Neymar, Ganso e Robinho,
perdendo o primeiro jogo por 3 a 2, devolvendo o placar no
segundo, mas derrotado no agregado – e por um gol mal anulado
pela assistente Maria Eliza Barbosa que fez falta.

Novamente o destaque causou problemas e o time sofreu desmanche
fatal. A ponto de o clube colecionar dois rebaixamentos
seguidos, na Série B de 2010 e no Paulista de 2011.
Simultaneamente, interdição e obras no Estádio Bruno Daniel
forçaram o time a jogar fora de casa e contribuíram em mais uma
degola, desta vez na Série C de 2012, quando a Saged decidiu
devolver o clube às mãos de Celso Luiz de Almeida e Jairo
Livolis.

Recentemente o clube conquistou os títulos da Copa Paulista de
2014 e da Série A-2 de 2016. Neste ano, safou-se do
rebaixamento no Paulistão na última rodada e ainda foi o vice
do Interior.

FUTURO

Inativo neste segundo semestre, o Ramalhão anseia por
calendário completo e o presidente em exercício, Sindey
Riquetto, fala sobre os planos. “Nossa meta é conseguir uma
vaga na Série D (do Brasileiro) no Paulista de 2018”, conta o
dirigente.

Nunes deseja encerrar sua carreira no clube

Se existe jogador ainda em atividade que pode se orgulhar de
ter história no Santo André, este é o atacante Nunes. São mais
de dez anos de ligação entre o Ramalhão e o veterano jogador,
hoje com 35 anos, que é o nono colocado no ranking de
artilharia andreense – são 33 gols marcados.

“Não tem como explicar a minha relação com o Santo André. O que
eu construí aqui foi muito além do que em outras equipes”,
declara Nunes, que defendeu o Ramalhão por quatro oportunidades
diferentes, todas obtendo relativo sucesso.

A primeira vez que os torcedores puderam assistir ao atacante
em campo foi na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2003,
competição vencida pelo Ramalhão sobre o Palmeiras. Coube a
Nunes o dever de bater a última penalidade da decisão. Foi
naquele momento que a personalidade forte do atacante ganhou
fama, quando comemorou o título imitando um porco, em
provocação à torcida do Palmeiras e por conta de uma aposta com
um tio. Naquele mesmo dia, Nunes veio da Capital a Santo André
de helicóptero para participar da estreia do time no Paulistão,
contra o Santos, no Bruno Daniel. O jogador entrou no lugar do
zagueiro Diego e marcou o gol que decretou o empate por 2 a 2.

O estilo provocativo do atacante pode até incomodar aos
adversários, mas é adorado por muitos dos torcedores das
equipes que Nunes veste a camisa. E com o Santo André não foi
diferente. “Ainda mantenho contato com os torcedores, eles me
abraçaram de uma forma inesperada e demonstram o quanto gostam
do jogador. Tenho um carinho muito grande”, afirma.

Após disputar a Série C do Campeonato Brasileiro pelo Mogi
Mirim, Nunes não descarta uma quinta passagem pelo Ramalhão
para 2018. “Adoraria vestir a camisa do Santo André novamente,
nem que seja por apenas um jogo de despedida”, finaliza o
jogador.

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