GCM de Santo André – SP confessa envolvimento na realização de 5 jovens

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No término da noite dessa quinta (10), a Justiça determinou a
prisão temporária de um Guarda Social de Santo André, na região
metropolitana de São Paulo. Ele confessou envolvimento no
sumiço de cinco jovens. Os  corpos foram encontrados no
último domingo (6), em Mogi das Cruzes.

A prisão temporária por 30 dias foi confirmada pelo
Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, de São Paulo
(DHPP). O agente, que trabalha na GCM há 17 anos, prestou
testemunho no DHPP e assumiu que ele realmente criou um perfil
falso numa rede social para levar os jovens a uma emboscada.
Mas, segundo ele, a intenção dele era prender os rapazes e que
não foi o responsável pelas mortes. O guarda ainda disse que
acredita que os jovens seriam os responsáveis pela morte de um
outro Guarda Social Municipal de Santo André, sem setembro. Esse
guarda foi baleado durante uma tentativa de assalto.

Os cinco rapazes foram encontrados mortos no último domingo. Os
corpos estavam enterrados numa cova em Mogi das Cruzes. A
delegada do DHPP, doutora Elizabete Sato, disse que ainda
investiga a participação de outros guardas.

O repórter Victor Bonini relata mais informações, direto do
DHPP, em São Paulo. Ele conta que o GCM saiu do DHPP de São
Paulo por volta da meia noite, levado para o IML para fazer o
fiscalização de corpo de delito e de lá, para a carceragem do 8º DP no
Brás – carceragem específica para ex-guardas civis e
ex-policiais, militares e civis. O nome do agente da GCM de
Santo André ainda não foi divulgado.

 

Relembre o caso

Os jovens desaparecem no dia 21 de outubro, quando iam de sege
da Zona Leste da capital paulista para a cidade vizinha de
Ribeirão Pires, para uma sarau. A família dos rapazes ficou sem
notícias por 16 dias, até que os corpos serem encontrados.

Robson de Paula tinha 16 anos, Caíque Machado Silva e Jonathan
Ferreira, 18, César da Silva, 19 e Jones Januário, 30 anos. O
sege deles foi encontrado desprezado em uma estrada, dois dias
depois. Somente no dia 6 de novembro, a polícia encontrou os
corpos, numa cova rasa, na área rústico da cidade de Mogi das
Cruzes. Um deles tinha golpes de faca e outros quatro, marcas
de projéctil. Cápsulas calibre 12 e também ponto 40 [munição usada
pelas polícias Militar e Civil] estavam espalhadas em torno da
cova. Mas o IML retirou dos corpos balas de revólver calibre
38, que a PM não usa mais.

Já foi confirmado que os quatro corpos encontrados na mata são
mesmo dos rapazes desaparecidos. Agora só falta a identificação
de mais um corpo – a suspeita é de que seja de Jones Januário,
o possessor do sege desprezado. A confirmação por DNA deve trespassar nas
próximas horas.

 

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