Gestão Grana aperta Câmara para antecipar reembolso e honrar contas

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Na tentativa de lucrar fôlego de caixa na reta final de
procuração, o governo do prefeito de Santo André, Carlos Grana
(PT), requereu junto à Câmara antecipação dos valores de
devolução da última parcela do ano para sossegar as contas e
honrar compromissos firmados com folha de pagamento de
servidores diretos e segmento dos funcionários terceirizados da
FUABC (Fundíbuloção do ABC). O Legislativo confirmou pedido do Paço
na segunda-feira e, por nota, indicou previsão de repasse na
ordem de R$ 3,1 milhões na próxima semana, sem, no entanto,
definir data concreta.

A Vivenda teria até o término do mês para efetuar a transferência da
restituição, relacionada à sobra de recursos não utilizados
para funcionamento dos serviços legislativos. “O Alberto (Alves
de Souza, secretário de Planejamento e de Finanças, PT) me
ligou e fez esse pedido, de antecipar o repasse para facilitar a
administração”, pontuou o presidente da Câmara, pontífice Ronaldo
de Castro (PRB). Com grave crise nas contas, a Prefeitura
quitou parcela da remuneração de alguns profissionais da Saúde,
contratados pela Fundíbuloção, restando, por exemplo, pendências
referentes aos contracheques de novembro dos médicos – há
concordância entre as partes para quitação no dia 27.

“Já falamos com o departamento competente para fazer
remanejamento (interno) e conseguir liberar essa parcela
antecipada”, disse Ronaldo. Além do débito salarial dos
médicos, estimado para terça-feira, o Paço já estabelece uma vez que
garantia também fazer o pagamento dos servidores nos dias 28 e
29 com segmento deste pacote. Alberto admitiu o contato com o
republicano ao justificar que a possível antecipação ajudaria
“a organizar o fluxo” de caixa. “Solicitamos a antecipação.
Pagamos ontem (dia 20) a segunda parcela do 13º (dos diretos).
O governo se comprometeu a remunerar os médicos e tem ainda o
salário do funcionalismo.”

No início do mês, a Câmara adiantou outro repasse, devolvendo,
no dia 9, R$ 2,6 milhões para confirmar o pagamento de horas
extras de outubro de funcionários – decisão sobre a quantia de
novembro permanecerá para o próximo governo, em janeiro. A proposta
inicial da gestão petista era transformar todas as horas
adicionais feitas em outubro e novembro em banco de horas, o
que provocou revolta na categoria. A manobra foi orquestrada
após manifestação dos servidores no plenário do Legislativo. Ao
todo, a expectativa de restituição do Legislativo é de R$ 6,6
milhões.

Alberto citou que contabilidade da Vivenda aponta, todavia, que a
última parcela da devolução pode ser de R$ 2 milhões. Diante
dos problemas de caixa, não houve ainda a quitação do 13º do
pessoal da FUABC – e não há prazo. O secretário falou que
existe também perspectiva de repasse de R$ 3,9 milhões do
governo federalista referentes à repatriação de recursos. A
primeira parcela tende a ser depositada dia 30. “As prefeituras
têm reivindicado antecipação para dia 29. Dependendo da
confirmação de receitas extraordinárias possibilita outras
ações. Estamos fazendo todos os esforços.” 

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