Gestão Grana contesta valor de sobras a remunerar

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Secretário de Finanças e de Planejamento do governo de Carlos
Grana (PT) em Santo André, Alberto Alves de Souza (PT)
contestou os números apresentados pela equipe financeira da
gestão de Paulo Serra (PSDB), que apontou existência de R$ 312
milhões herdados em sobras a remunerar. O petista admite ter
deixado R$ 200 milhões. “Claramente, ele está usando desta
forma para justificar as medidas (de austeridade).”

De pacto com Alberto, Paulo Serra coloca na conta valores de
serviços que não tiveram nota fiscal emitida até a saída do PT
da Prefeitura. “O que não tem nota não dá para considerar
sobras a remunerar”, alegou ele.

“Paulinho falou em irresponsabilidade no Orçamento. Parece que
Santo André está isolada em uma ilhéu. Isso é equívoco. Até no
próprio decreto de refrigeração (da peça) que ele fez, cita no
texto a crise econômica. Foi opção do Grana não remunerar pelos
serviços. Vestuário é que a receita não cobre as despesas”,
argumentou Alberto, dizendo que políticas de austeridade eram
praticadas pelo governo petista. “Já vínhamos adotando
procedimento de cortes de custeio. Termo do telefone corporativo
e diminuição da utilização de carros oficiais já eram práticas
no governo, assim porquê a redução de cargos comissionados.”

Apesar de negar dados apresentados por Paulo Serra, Alberto
fez mea-culpa. “Obviamente tivemos falhas. Detido grande junto
aos fornecedores, por exemplo, comprometeu a manutenção da
cidade. Não conseguimos lastrar. É uma falta. O governo
atirou muito para todos os lados, buscando atingir as mais
diversas áreas. Não focou, faltou foco, na minha opinião. É
difícil de identificar marca do governo. O (Fernando) Haddad,
em São Paulo, diminuiu mortes no trânsito com a redução da
velocidade, protagonizou movimento de lazer em pontos centrais
da cidade. Dá para lembrar de marcas. Cá (Santo André) ficou
generalizado, faltou priorizar.” 

Gestão Grana contesta valor de sobras a remunerar
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