Golpe de Estado faz show especial em Santo André

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 A noite de hoje será para sempre lembrada. Santo André, que foi palco dos maiores shows feitos pela banda Golpe de Estado nos anos 1980 e na década seguinte, recebe mais uma vez seu grupo ‘queridinho’ e de uma forma muito especial. Com time que conta com Nelson Brito (contrabaixo), João Luiz (voz), Marcelo Schevano (guitarra) e Roby Pontes (bateria), o Golpe sobe ao palco do Teatro Municipal (Praça 4º Centenário), às 19h, e terá a participação de Catalau, cantor que fez parte da formação original do conjunto. Os ingressos custam R$ 60 e podem ser comprados na bilheteria do local e pelo site www.ticketbrasil.com.br.
A banda aproveita para visitar músicas de discos como Forçando a Barra, Nem Polícia Nem Bandido e Quarto Golpe, entre outros. Nelson Brito, único músico da formação original, diz que voltar a Santo André é realmente especial. “Talvez o único lugar que vão gerações aos shows, pai, filho, neto. Estão lá pela música”, afirma.

O Golpe comemora 30 anos de rock e de uma carreira brilhante, mesmo tendo sofrido baixas como a morte do guitarrista Hélcio Aguirra em 2014. Brito conta que após o acontecimento, foi complicado decidir seguir com o grupo. “Difícil mexer em banda que para muitos fãs é sagrada, e foi deles mesmos a força para encarar”, diz.
Fato é que o contrabaixista está feliz com o resultado que o Golpe vem desenvolvendo com a nova formação. “São excelentes músicos e há muito respeito pelo Golpe e sua história”, afirma. É claro que ele está contente também por poder contar, após hiato de mais de 15 anos, com Catalau em algumas apresentações. “Tem sido ótimo para nós e para o público. É emocionante, tem fãs que choram. É muito bom, depois de tudo, subirmos juntos ao palco e celebrar o Golpe.”
Catalau, hoje pastor e frequentador da Bola de Neve, também comemora o reencontro com o grupo e a cidade. “Santo André! Meu nome é André. Catalau é apelido. Santo André sempre foi nosso ‘quartel general’. A gente começou tocando na cidade, na Rua Elisa Flaquer, em um lugar chamado Rádio Atividade. Eu, Paulo (Zinner) e Nelson. Não era o Hélcio ainda. Era banda de bar. Engraçado, a gente sempre teve conexão com a região, mais Santo André, porque sempre tocávamos por aí, antes do Golpe, em 1982, 1983”, diz.
Catalau adianta que hoje terá festa, “rock and roll puro, orgânico, genuíno, que é o mais importante. Comemoração e contestação sempre. E as músicas são sempre muito atuais, Caso Sério, Olhos de Guerra, Real Valor, Terra de Ninguém. Parece que nunca sai do contexto. Não tem como. Eu sou contestador social. Eu nado contra a maré, estou com Jesus. O cara é o maior contracultura.”

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