Governo tenta abreviar prazos do QualiSaúde

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Na expectativa de acelerar os prazos de obras das unidades de Saúde fechadas da rede de Santo André, o governo do prefeito Paulo Serra (PSDB) abriu processo licitatório, na modalidade tomada de preços, e visa terceirizar as reformas físicas de cinco dos sete postos incluídos na lista do programa QualiSaúde. Dentro do plano de reestruturação e informatização do sistema, os equipamentos tiveram as atividades temporariamente encerradas em 1º de agosto.
Com a decisão por adiantar o período de reabertura, a proposta do Paço, embora não confirmada, é antecipar a entrega entre 90 e 120 dias da ideia preliminarmente projetada.

A intenção, inicialmente, era fazer essas intervenções com quadro próprio da Prefeitura, mas, em alguns casos, o prazo se estendia até o começo de 2019, o que arrastaria desgaste considerado desnecessário, uma vez que, de acordo com projeções, o teto de gastos continuaria em R$ 4 milhões no total. Nessa etapa de mudança do cronograma foram incluídas as unidades do Parque Novo Oratório, Vila Humaitá e Jardim Bom Pastor, além da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Santo André e do Centro de Especialidades 3, na Vila Vitória.
Diante da modalidade escolhida, cinco empresas diferentes podem vencer o certame para efetivar reforma. Fica a critério do menor preço. Paulo Serra admitiu que a medida do governo de publicar o edital foi adotada tendo no horizonte adiantar os prazos de entrega das obras. “Temos feito grande esforço (neste sentido). Hoje mesmo (ontem) eu estive no (PA) Bangu e vi, in loco, o quanto está adiantada e acelerada (a intervenção)”, disse. “Não dá para cravar ainda (a data de cada uma), pois dentro do poder público, às vezes, as dificuldades aparecem, porém faz parte deste empenho.”
O fechamento dos postos é apontado como principal alvo de ataques à administração neste primeiro ano de mandato. A instabilidade, em maior grau, aconteceu pela ação ter sido tomada sem consulta e aviso prévio, por exemplo, ao conselho municipal da área. O tucano negou, no entanto, que o procedimento teve objetivo de amenizar impacto negativo. “A gente não cria planejamento baseado em desgaste. Tínhamos total noção de que tinha que ser feito algo na Saúde, e a gente fez.”
Com intuito de economizar com aluguéis, duas unidades não estão inseridas neste rol e tendem a ser deslocadas para prédios próprios. Conforme plano, a unidade Campestre passaria a funcionar no centro de reabilitação, localizado no mesmo bairro, e o posto Parque das Nações deve ser realocado no CEO (Centro de Especialidades Odontológicas) no bairro Santa Terezinha. 

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